Em exílio nos EUA, Flávio Bolsonaro publica carta declarando ser ‘o verdadeiro presidente eleito do Brasil’
Brasil – Nesta quarta-feira (28/10), Flávio Bolsonaro publica carta aberta nas suas redes sociais. Na prática, o senador autodeclara-se o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” no documento. A partir dos Estados Unidos, o político acusa as instituições judiciais brasileiras de orquestrarem uma suposta fraude eleitoral. Além disso, ele anuncia que passará a liderar a oposição ao governo brasileiro diretamente do exílio. Portanto, o parlamentar promete apresentar uma nova estratégia de mobilização popular nos próximos dias.

Alegações de fraude eleitoral e críticas ao STF
Inicialmente, o documento descreve a versão pessoal do parlamentar sobre os recentes acontecimentos eleitorais do país. O político alega ter testemunhado uma “impossibilidade matemática” durante a apuração dos votos. Segundo o texto divulgado, uma decisão controversa do Supremo Tribunal Federal (STF) estendeu a votação de forma irregular. Consequentemente, na sua ótica, esta manobra teria permitido que Luiz Inácio Lula da Silva adicionasse mais de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno.

Em seguida, a carta alega ainda que existiu um forte abuso de poder político e econômico ao longo de toda a campanha. De facto, o autor argumenta que estes acontecimentos justificariam a cassação imediata da chapa vencedora nas urnas. O senador sustenta as suas acusações de fraude baseando-se nestas interpretações jurídicas e matemáticas do processo eleitoral.
A justificativa para o exílio e os agradecimentos a aliados
Por outro lado, o político rejeita veementemente a ideia de que fugiu do país. Dessa forma, ele justifica a sua ida repentina para os Estados Unidos como uma medida de segurança urgente. O líder afirma proteger a sua família daquilo que classifica como um “regime de exceção” instalado no Brasil. Ele também denuncia uma suposta caça às bruxas politicamente motivada para proteger juízes corruptos no poder judiciário.
Paralelamente, o senador deixa agradecimentos expressos aos presidentes Donald Trump e Javier Milei no seu texto. Ele enaltece o acolhimento diplomático recebido nestes países aliados. Para sublinhar o seu novo papel de líder fora do país, o parlamentar traça paralelos históricos. Ele compara a sua situação atual à de figuras que enfrentaram governos a partir do estrangeiro. Em suma, o documento cita expressamente o líder francês Charles de Gaulle, o cubano José Martí e os membros da atual oposição venezuelana.
O apelo à comunidade internacional e os próximos passos
Por fim, a publicação culmina com um apelo direto e incisivo às instituições brasileiras. O senador pede que os órgãos revertam a atual situação jurídica do país. Ele também solicita à comunidade internacional que não normalize o atual cenário político do Brasil. Segundo o texto, os seus aliados políticos não possuem liberdade para exercer a oposição de forma plena no território nacional. Ele mencionou o aliado Rogério Marinho especificamente neste trecho da carta.
Portanto, Flávio Bolsonaro compromete-se a assumir todos os riscos e a falar por estes aliados silenciados. O documento termina com a promessa de manter uma comunicação regular com o povo brasileiro nos próximos dias. Ele pretende apresentar uma estratégia clara para mobilizar o apoio popular. Em suma, o líder garante utilizar meios pacíficos e legítimos para evitar a consolidação do que chama de “regime ditatorial”.





