Em debate, Eduardo Braga detona Wilson Lima e cita frentes de obras e reconstrução de pontes na BR-319; veja vídeo
Amazonas – Durante debate eleitoral, os candidatos Wilson Lima (União Brasil) e Eduardo Braga (MDB) protagonizaram um duro embate sobre as obras de infraestrutura da rodovia BR-319. O tema, que é um dos maiores gargalos logísticos e alvos de discussões no Amazonas, elevou a temperatura entre os políticos.
O candidato Wilson Lima iniciou o confronto questionando Eduardo Braga sobre as promessas de pavimentação da rodovia, que estariam presentes em suas propagandas eleitorais. Segundo Lima, os contratos atuais preveem apenas uma “recuperação superficial dupla” e ações de manutenção no chamado “trecho do meião”. Em tom de cobrança, Lima afirmou que o trecho é composto apenas de “lama e poeira” e indagou se a população estaria sendo novamente enganada em relação ao asfaltamento da via.
Em sua resposta, Eduardo Braga rebateu as acusações e afirmou que atua na defesa da BR-319 há 30 anos, período em que afirma ter enfrentado entraves legais, ONGs e lideranças ambientais, citando nominalmente Marina Silva. O candidato do MDB destacou que, atualmente, existem seis frentes de obras ativas na rodovia.
Braga aproveitou o tempo para atacar a gestão de seu adversário, responsabilizando Wilson Lima pela queda das pontes dos rios Curuçá e Autaz Mirim. Segundo o emedebista, os desabamentos ocorreram por “falta de manutenção” durante o governo de Lima. Braga ressaltou, em seguida, que as estruturas já foram reconstruídas e entregues à população.
Sobre o asfaltamento criticado pelo opositor, Eduardo Braga informou que há quase 100 quilômetros de asfalto novo sendo aplicados na rodovia, com a previsão de mais 40 quilômetros de pavimento até o fim do ano. Ele explicou que o “trecho do meião” receberá um “tratamento superficial triplo de asfalto”, uma técnica de pavimentação betuminosa mineral exigida pela legislação brasileira, e finalizou a resposta com uma provocação sobre o conhecimento técnico de Wilson Lima na área de engenharia. “O que nós estamos fazendo é tirando o povo da lama, da poeira e do isolamento”, concluiu Braga.

