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Eleições: PEC do fim da Escala 6×1 e Redução de Impostos das “Blusinhas” ganham celeridade na Câmara

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Eleições: PEC do fim da Escala 6×1 e Redução de Impostos das “Blusinhas” ganham celeridade na Câmara

Brasil – A dinâmica política em Brasília sofreu uma guinada estratégica nesta última semana de abril de 2026. Sob a pressão de índices de popularidade em queda e o avanço da oposição nas pesquisas de intenção de voto, o governo federal e o comando da Câmara dos Deputados decidiram acelerar pautas de forte apelo popular. O foco central está na reforma da jornada de trabalho e na revisão da polêmica tributação sobre compras internacionais de baixo valor, a chamada “taxa das blusinhas”.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), oficializou a criação de uma comissão especial para analisar a PEC 221/19, que propõe o fim da escala 6×1. O novo colegiado, composto por 37 membros titulares, terá um prazo de até 40 sessões para emitir um parecer sobre o texto. Atualmente, o debate gira em torno de duas frentes: a proposta do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que prevê uma jornada de 36 horas semanais com transição de dez anos, e o texto da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que defende a implementação imediata da semana de quatro dias. Ambas as iniciativas contam com o apoio do movimento “Vida Além do Trabalho” e visam extinguir o modelo de seis dias trabalhados por um de descanso.

Paralelamente, o Palácio do Planalto intensificou sua própria ofensiva legislativa. O governo enviou ao Congresso um projeto de lei com urgência constitucional, estabelecendo a redução da jornada para 40 horas semanais. O movimento é lido por analistas como uma resposta direta aos dados da última pesquisa Quaest. No levantamento, embora o presidente Lula lidere o primeiro turno com 37% das intenções de voto, o cenário de segundo turno mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente, com 42% contra 40% do petista. É a primeira vez que o opositor aparece em vantagem, ainda que dentro da margem de erro.

Para conter o avanço do “antipetismo” e reconectar-se com a base eleitoral, o Planalto também sinalizou a revogação da taxa sobre importações de pequenos produtos. Auxiliares admitem que a medida é essencial para estancar o desgaste entre os consumidores jovens. Embora Lula afirme publicamente estar tranquilo para disputar o quarto mandato, o ritmo acelerado imposto às comissões na Câmara revela que o governo não pretende dar margem para o erro. Com o Congresso entrando em período pré-eleitoral, a aprovação dessas medidas tornou-se a principal aposta para virar o jogo político.


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