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Eleições 2026: possível federação entre Cidadania e Republicanos pode colocar Amom Mandel ao lado de Silas Câmara e Adail Filho

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Eleições 2026: possível federação entre Cidadania e Republicanos pode colocar Amom Mandel ao lado de Silas Câmara e Adail Filho

Amazonas – As articulações em Brasília para a formação de uma federação partidária entre o Cidadania e o Republicanos prometem redesenhar o tabuleiro político do Amazonas nas eleições de 2026. Se concretizada, a aliança forçará uma união pragmática entre perfis políticos distintos: o jovem deputado Amom Mandel (Cidadania) e os veteranos do Republicanos, Silas Câmara e Adail Filho.

A estratégia central da fusão é a matemática eleitoral. Com o fim das coligações proporcionais, partidos médios e pequenos enfrentam dificuldades crescentes para atingir o quociente eleitoral — número mínimo de votos necessários para garantir cadeiras na Câmara dos Deputados.

A “Matemática da Sobrevivência”

Nos bastidores, a leitura é de que o Republicanos no Amazonas, isoladamente, teria dificuldades para montar uma nominata robusta o suficiente para reeleger seus quadros com segurança. Do outro lado, o Cidadania conta com o fenômeno eleitoral de Amom Mandel, que em 2022 foi o deputado mais votado do estado, com mais de 288 mil votos.

No entanto, mesmo com uma votação expressiva, Amom necessita de uma chapa competitiva para maximizar o aproveitamento desses votos e garantir a legenda. A federação uniria a “puxada de votos” de Mandel com a estrutura capilarizada de Silas Câmara, que obteve cerca de 125 mil votos no último pleito.

Embora a união fortaleça a legenda, ela cria um problema interno de “cadeira musical”. Analistas apontam que, mesmo com a soma dos votos das duas siglas, é improvável que a federação consiga atingir votos suficientes para eleger três deputados federais no Amazonas.

Nesse cenário, Adail Filho é apontado como o elo mais vulnerável. Tendo sido um dos menos votados entre os eleitos em 2022, ele corre o risco de ficar de fora caso a chapa conquiste apenas duas vagas. Fontes ligadas às negociações não descartam a saída de Adail do grupo caso a federação avance, buscando uma sigla onde sua reeleição seja matematicamente mais viável.

Guinada à Direita e o Fator Nacional

A construção dessa aliança reflete uma mudança de rota no comando nacional do Cidadania. Com a saída de Comte Bittencourt e o retorno de Roberto Freire à presidência, a sigla busca se afastar de antigas alianças à esquerda (como a proximidade com o PSB) e mira no eleitorado de centro-direita.

O objetivo de Freire é alinhar o partido a lideranças como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visando fortalecer a bancada federal em 2026. Além disso, a parceria com o Republicanos é vista como estratégica devido à força da sigla no Congresso, onde detém a presidência da Câmara com Hugo Motta.

No Amazonas, essa movimentação afasta o Cidadania de figuras locais do PSB, como o deputado estadual Serafim Corrêa, consolidando um bloco de oposição mais alinhado ao espectro conservador e liberal.


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