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Eleições 2026: Missão faz evento em SP e lança candidatura de Renan Santos à Presidência do Brasil; vídeo

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Eleições 2026: Missão faz evento em SP e lança candidatura de Renan Santos à Presidência do Brasil; vídeo

Brasil – O partido Missão, legenda criada por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), realizou no sábado, 1º de agosto, em São Paulo, o seu primeiro congresso nacional para lançar presencialmente a candidatura de Renan Santos à Presidência da República. Embora a chapa já tivesse sido oficializada em uma convenção online no dia 20 de julho por razões de segurança, o encontro serviu para apresentar o plano de governo da sigla e marcar a estreia do partido nas urnas nestas eleições.

O evento ocorreu em um espaço de eventos na capital paulista e buscou criar uma atmosfera festiva, contando com área VIP, bastões fluorescentes e mezanino com open bar de cerveja. Os ingressos custaram entre R$ 174 e R$ 7 mil, com os recursos destinados ao financiamento da própria legenda. A marca da onça, símbolo do partido, esteve presente na decoração e nas roupas de militantes. O público foi predominantemente composto por homens de 30 a 40 anos, e o militar da reserva Aroldo Medina foi apresentado como candidato a vice-presidente, subindo ao palco com uma vassoura em alusão ao gesto histórico de Jânio Quadros.

A segurança pública foi o tema central dos discursos e do projeto político do partido. Em sua fala, Renan Santos adotou uma retórica incisiva ao prometer tolerância zero ao crime e declarar que sob sua gestão ninguém roubará os bens dos cidadãos porque a diretriz será matar quem roubar. No evento, a sigla também lançou o programa de governo batizado de Livro Amarelo, apresentado pelo deputado federal Kim Kataguiri. O documento propõe metas como reduzir os homicídios a no máximo 10 mil por ano, retirar 8 milhões de pessoas das favelas, promover um ajuste fiscal de R$ 3,3 trilhões, reduzir a taxa de juros a menos de 6% e retomar o programa espacial e a construção de armas nucleares.

Durante o pronunciamento, Renan rejeitou o rótulo de terceira via e afirmou que sua campanha não se define apenas pelo antipetismo. O candidato direcionou duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao senador Flávio Bolsonaro, a quem chamou de farsante, além de vaiar o senador Sergio Moro, classificado no ato como traidor. Apesar do tom ostensivo no palco, membros do partido reconheceram nos bastidores que a candidatura visa principalmente a consolidação da legenda para pleitos futuros. Na pesquisa Datafolha divulgada em 24 de julho, Lula lidera a disputa com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 32%, enquanto Renan Santos aparece com 3%, em empate técnico com Ronaldo Caiado (4%) e Romeu Zema (3%).

 


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