“É análogo ao trabalho escravo”: servidores da SEAS-AM são perseguidos politicamente e colocados de castigo em meio a galpão com fezes de rato; vídeo

Manaus – Uma denúncia que circula nas redes sociais expôs as condições de trabalho enfrentadas por oito funcionários da Secretaria de Estado de Assistência Social do Amazonas (SEAS-AM). Segundo os servidores, o ambiente onde trabalham apresenta problemas que vão desde falta de estrutura básica até mofo, lixo, pragas e dejetos de animais.
A denúncia foi encaminhada ao Conselho Estadual de Assistência Social (CEAS/AM), que decidiu verificar a situação presencialmente. Representantes do Conselho estiveram no local e constataram problemas relacionados à higiene, segurança e infraestrutura.
Segundo relatos e imagens divulgados pelos servidores, a sala onde os oito profissionais trabalham seria pequena para acomodar toda a equipe e não teria mesas e cadeiras suficientes e adequadas para o exercício das atividades. Há relatos de funcionários que precisam sentar no chão para conseguir trabalhar.
Veja vídeo:
As imagens e informações encaminhadas ao Conselho também apontam acúmulo de lixo comum e eletrônico, cadeiras quebradas e forte odor de mofo, além da presença de cupins, baratas e ratos. Os servidores relatam ainda a existência de fezes e dejetos de animais e indícios da presença de animais peçonhentos no ambiente.
Denúncia chega ao CEAS e situação é vistoriada
Diante da repercussão da denúncia, o CEAS/AM realizou uma visita institucional na sexta-feira (4) para verificar as condições relatadas pelos assistentes sociais.
A vistoria foi realizada pelo conselheiro Inácio Borges, representante da sociedade civil, e pela presidente do Conselho, Edilene Alves. Durante a visita, os representantes verificaram as condições do ambiente e avaliaram a estrutura oferecida aos profissionais.
Nesta terça-feira (8), Edilene Alves retornou ao local para verificar se alguma providência havia sido tomada pela Secretaria. Segundo o Conselho, entretanto, os profissionais continuavam trabalhando nas mesmas condições consideradas inadequadas e insalubres.
Servidores levantam suspeita de perseguição política
Além das condições consideradas precárias, os servidores fizeram outra denúncia que aumenta a polêmica envolvendo a pasta: uma suposta perseguição política. De acordo com os relatos encaminhados ao CEAS/AM, os problemas enfrentados pelos assistentes sociais estariam relacionados ao fato de eles não concordarem com ações de apoio ao governador tampão Roberto Cidade, candidato à reeleição.
A acusação ainda deverá ser investigada pelos órgãos competentes. Até o momento, não há confirmação independente de que as condições de trabalho tenham sido provocadas por uma suposta perseguição política.
Conselho promete levar caso ao Ministério Público do Trabalho
Diante do cenário denunciado, o CEAS/AM informou que encaminhará o caso ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e cobra providências da Secretaria de Estado de Assistência Social e do Governo do Amazonas.O Conselho questiona como oito assistentes sociais vinculados à estrutura da própria Secretaria estariam trabalhando em um ambiente denunciado como tendo lixo, mofo, pragas, cadeiras quebradas e dejetos de animais.
A SEAS-AM é comandada pela secretária Ana Beatriz Lobo Moutinho Breval, que deverá responder aos questionamentos apresentados pelo Conselho.O CEAS/AM também cobra explicações sobre a manutenção das condições denunciadas mesmo após a exposição do caso nas redes sociais e a vistoria realizada pelos representantes do Conselho.
A situação agora deverá ser analisada pelos órgãos competentes, enquanto a denúncia continua repercutindo nas redes sociais. O espaço do Portal e TV CM7 Brasil está aberto para eventuais esclarecimentos.

