Dois parlamentares do União Brasil no AM são citados em boletins de ocorrência por violência doméstica e partido permanece em silêncio
Amazonas – Dois parlamentares filiados ao União Brasil no Amazonas passaram a ser citados em boletins de ocorrência registrados por suas esposas por violência doméstica. Os casos envolvem o deputado estadual Roberto Cidade e o vereador de Manaus Diego Afonso e colocam o partido sob pressão por explicações públicas.
As ocorrências ganharam repercussão no meio político e nas redes sociais, principalmente por envolverem dois representantes da mesma legenda ocupando cargos públicos.
No caso do deputado Roberto Cidade, a situação veio a público após o registro de um boletim de ocorrência feito por sua ex-esposa, com quem o parlamentar tem três filhos. Na época da denúncia, ela relatou um conflito conjugal. O episódio passou a ser analisado dentro do contexto da Lei Maria da Penha, legislação brasileira voltada ao combate à violência doméstica e familiar contra a mulher.
Veja:
Após a divulgação do caso, o parlamentar declarou que os fatos estão sendo tratados nas instâncias competentes.
Nesta segunda-feira (9), um novo registro ampliou a repercussão do tema. A esposa do vereador Diego Afonso também procurou a polícia para registrar um boletim de ocorrência relatando violência doméstica.
Silêncio político
A presença de dois parlamentares da mesma legenda em registros policiais por violência doméstica passou a gerar questionamentos sobre a postura do União Brasil no Amazonas.
Até o momento, o partido não divulgou qualquer posicionamento público sobre os episódios. Também não houve manifestação de parlamentares mulheres da legenda — nem deputadas estaduais nem vereadoras — sobre os casos envolvendo seus colegas de partido.
Nos bastidores da política amazonense, o tema passou a gerar incômodo. O fato de dois parlamentares do mesmo partido aparecerem em registros policiais por violência doméstica aumentou as cobranças por explicações e por uma posição oficial da legenda.
A violência contra a mulher é um dos temas mais sensíveis da agenda social brasileira, especialmente quando envolve agentes públicos que exercem mandatos eletivos.







