Deltan acusa Lula de não entregar documentos prometidos após desafiar Flávio a abrir sigilos: “Não entregaram nada!”; vídeo
Brasil – O ex-procurador Deltan Dallagnol acusou, nesta quinta-feira (22), a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de não apresentar os documentos esperados para a conferência de seus dados bancários, fiscais e telefônicos. A cobrança ocorreu no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após Lula desafiar publicamente Flávio Bolsonaro (PL) a abrir os próprios sigilos. A disputa sobre os sigilos de Lula ganhou força a três dias do segundo turno presidencial.
Deltan questiona entrega dos sigilos de Lula
“Não trouxeram nada”, afirmou Deltan ao criticar a documentação apresentada pela equipe petista. Segundo o aliado de Flávio, os dados necessários para a análise prometida não estavam disponíveis naquele momento.
Desafio lançado pelo próprio Lula
A polêmica começou no debate da Band, quando Lula propôs que os dois candidatos revelassem informações financeiras e telefônicas. Na terça-feira (20), o presidente protocolou no TSE um pedido de abertura de sigilos, incluindo dados de familiares e empresas relacionadas. A campanha de Flávio apresentou exigências adicionais sobre o alcance da divulgação. O episódio transformou o desafio eleitoral em uma negociação entre as equipes jurídicas.
Flávio condicionou entrega à conferência dos documentos
A defesa de Flávio afirmou que verificaria o cumprimento das condições antes de disponibilizar os dados do senador. Deltan foi indicado para analisar a documentação da campanha adversária. Por isso, a proposta no embate não só envolveu os sigilos do Lula, mas também a entrega efetiva das informações do candidato Flávio Bolsonaro.
Campanhas anunciam acordo no TSE
Após o impasse, representantes dos dois candidatos anunciaram um acordo para a abertura dos sigilos, incluindo informações de familiares e pessoas jurídicas abrangidas pelo entendimento.
Divulgação dos sigilos ainda depende de novos procedimentos
Com o entendimento anunciado, a atenção se volta à efetiva disponibilização dos documentos e à conferência das informações de ambos os candidatos. A equipe de Lula nega ter imposto restrições, enquanto Deltan mantém os questionamentos sobre a entrega dos dados. Dessa forma, a disputa pelos sigilos de Lula e de Flávio continua cercada de cobranças públicas.
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