David Almeida diz que vai expulsar OSS bilionárias e voltar com as cooperativas de saúde do AM; veja vídeo
Amazonas – Durante sabatina no programa Eleições 2026, transmitido ao vivo pelo CM7 Brasil na manhã desta quinta-feira (1º/10), o candidato ao Governo do Amazonas, David Almeida, afirmou de forma categórica que irá retirar as Organizações Sociais de Saúde (OSS) da administração dos hospitais estaduais caso seja eleito. Respondendo a um questionamento do jornalista Fábio Melo sobre reclamações de que essas empresas custam muito e dão pouco retorno, Almeida garantiu que tomará medidas drásticas.
“Coragem? Eu vou fazer”, declarou o candidato ao ser indagado se teria ousadia para demitir as organizações. Para embasar sua promessa, David Almeida utilizou dados de sua gestão à frente da Prefeitura de Manaus, comparando a eficiência orçamentária do município com os gastos do Governo do Estado.
Segundo o ex-prefeito, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) gerencia 268 estruturas (como UBSs, policlínicas e o Samu) com 13 mil servidores, consumindo um orçamento anual de R$ 1,7 bilhão. Desse montante, R$ 1,4 bilhão é destinado à folha de pagamento, sem que haja atrasos salariais ou de data-base. Em contrapartida, ele apontou que as OSS custam cerca de R$ 1,3 bilhão por ano aos cofres estaduais para administrar apenas sete unidades. “Está aí o ralo!”, disparou.
Almeida também acusou o atual governo de priorizar o repasse às empresas terceirizadas em detrimento dos profissionais de saúde da ponta. Ele afirmou que, recentemente, o Estado repassou R$ 863 milhões para as OSS e apenas cerca de R$ 238 milhões para os demais médicos, o que justificaria os frequentes atrasos nos pagamentos da categoria.
Para o candidato, as empresas, que vêm de estados como Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, priorizam a margem de lucro e precarizam o atendimento. “Essas entidades, elas visam lucro e diminuem os serviços”, enfatizou. Como solução, David Almeida prometeu o retorno do modelo de cooperativas e a realização de concursos públicos. De acordo com ele, as cooperativas são mais baratas, eficientes e valorizam a mão de obra amazonense. “Vocês são bons? Atuem nos estados de vocês!”, mandou o recado para as organizações do Sul e Sudeste.
Ao encerrar sua participação no bloco, Almeida lamentou o atual cenário de grandes prontos-socorros da capital, como o Hospital 28 de Agosto e o João Lúcio. Ele relatou que a população sofre com a falta de leitos, ficando “no chão”, e denunciou que as organizações estariam dando preferência à contratação de médicos recém-formados por representarem uma “mão de obra mais barata para auferir lucro numa empresa”.




