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Crise cada vez pior: Maria do Carmo pode sofrer ‘pernada’ e ter candidatura derrubada por gente do próprio PL-AM

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Crise cada vez pior: Maria do Carmo pode sofrer ‘pernada’ e ter candidatura derrubada por gente do próprio PL-AM

Amazonas – O cenário interno do Partido Liberal (PL) no Amazonas enfrenta dias de turbulência. O que deveria ser um momento de união em torno da pré-candidatura da professora Maria do Carmo ao Governo do Estado transformou-se em um foco de crise, com um grupo de delegados do partido articulando medidas para questionar a validade da escolha junto à Justiça Eleitoral.

O pivô da insatisfação é a forma como a chapa majoritária foi definida. Delegados da legenda afirmam, nos bastidores, que não houve a convocação formal necessária para que a categoria pudesse deliberar sobre o processo. Na avaliação desse grupo dissidente, a ausência de chamamento oficial compromete a legalidade da convenção que homologou o nome de Maria do Carmo.

A estratégia dos descontentes seria levar a discussão ao Judiciário, argumentando o descumprimento do Estatuto do PL e de normas internas. A manobra, que nos corredores políticos já é vista como uma tentativa de dar uma “pernada” na pré-candidata, coloca em xeque a coesão do partido às vésperas da oficialização definitiva das candidaturas.

O que diz a lei e o partido

Apesar da movimentação, o caminho para uma judicialização bem-sucedida é considerado árduo. Especialistas em Direito Eleitoral ressaltam que, conforme a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a anulação de atos partidários é medida excepcional. É necessário não apenas provar o descumprimento de normas, mas demonstrar prejuízo real ao processo deliberativo. Além disso, a Lei dos Partidos Políticos assegura ampla autonomia às agremiações para definirem seus critérios de escolha.

O outro lado

Em resposta às especulações, o PL no Amazonas foi enfático ao descartar qualquer irregularidade. A Executiva Estadual da legenda classificou a possibilidade de contestação como “inviável” e “infundada”.

Em nota, o partido reforçou que a escolha de Maria do Carmo seguiu os trâmites legais, passando por instâncias municipais, estaduais e nacionais, contando com o aval de figuras centrais como o presidente estadual, Alfredo Nascimento, o presidente nacional, Valdemar Costa Neto, e dos ex-presidentes Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro.

“É uma coisa inviável. Nós vamos fazer a nossa convenção no dia 4 de agosto e a professora Maria do Carmo vai ser oficializada”, afirmou o partido em comunicado oficial, reforçando que a decisão é uma diretriz consolidada pela cúpula da sigla.

Bastidores e tensões

A citação ao nome do deputado estadual Delegado Péricles em meio às articulações trouxe um novo tempero à crise, mas o parlamentar negou qualquer envolvimento com as tratativas para derrubar a candidatura. “Da minha parte, não procede”, declarou.

Enquanto a executiva do PL tenta blindar o nome da pré-candidata, o episódio escancara as rachaduras existentes na base da legenda no Amazonas. Resta saber se o grupo dissidente levará a ameaça adiante ou se a demonstração de força da cúpula do partido será suficiente para conter o ímpeto da rebelião interna antes da convenção de 4 de agosto.


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