Conselho Federal de Medicina cobra Governo do AM por atraso no pagamento de médicos: “Chega de calote institucionalizado”

Amazonas – Os conselheiros federais de medicina Francisco Cardoso, Raphael Câmara Parente e Diogo Leite Sampaio divulgaram, nesta quarta-feira (29), uma manifestação pública cobrando do Governo do Amazonas e do Governador Roberto Cidade a regularização dos pagamentos de médicos que prestam serviços à rede estadual de saúde. No pronunciamento, os representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM) classificam como grave a situação enfrentada pelos profissionais e afirmam que há médicos sem receber por serviços prestados desde o ano passado.
Na publicação, os conselheiros defendem que os médicos precisam ser remunerados de forma regular pelo trabalho realizado e afirmam que os atrasos comprometem a valorização da categoria. Segundo eles, não é aceitável que profissionais responsáveis pelo atendimento à população convivam com incertezas em relação aos pagamentos.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o conselheiro federal Diogo Leite Sampaio afirma que o Amazonas enfrenta uma situação peculiar, já que grande parte dos pagamentos aos médicos é feita pelo Governo do Estado. De acordo com ele, há profissionais que aguardam o recebimento de valores há vários meses.
Durante a manifestação, o conselheiro Diogo também criticou o discurso de que há escassez de médicos na rede estadual enquanto, segundo ele, persistem os atrasos salariais. “Governador, você não paga ninguém e quer colocar a culpa no médico? Por favor, pague os médicos do Amazonas”, declarou.
Os conselheiros também manifestaram apoio a uma eventual paralisação da categoria, desde que respeitadas as normas éticas e a legislação vigente. Segundo Francisco Cardoso, o CFM está disposto a oferecer respaldo jurídico aos profissionais caso decidam organizar um movimento reivindicatório.
Ainda no pronunciamento, o conselheiro afirmou que a greve é um direito constitucional e criticou o que classificou como uma prática recorrente de atrasos nos pagamentos. Raphael Câmara destacou que, embora represente o estado do Rio de Janeiro no Conselho Federal de Medicina, possui o título de cidadão manauara e acompanha de perto a situação da saúde no Amazonas.
A manifestação encerra com um apelo para que o Governo do Amazonas regularize os repasses e ponha fim ao que os conselheiros chamaram de “calote institucionalizado” contra os médicos que atuam na rede pública estadual.
Até o momento, o Governo do Amazonas não havia se pronunciado sobre as declarações dos representantes do Conselho Federal de Medicina.
Veja vídeo:


