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Com 158,7 milhões de votantes, eleições de 2026 registram o maior eleitorado da história

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Com 158,7 milhões de votantes, eleições de 2026 registram o maior eleitorado da história

Brasil – O Brasil terá 158,7 milhões de pessoas aptas a participar das eleições gerais de 2026, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (20) pelo Tribunal Superior Eleitoral. O número representa um crescimento de 1,46% em comparação com o pleito de 2022.

Em quatro anos, o cadastro eleitoral recebeu aproximadamente 2,29 milhões de novos eleitores. Nas últimas eleições gerais, o país contabilizava cerca de 156,4 milhões de títulos habilitados para votação.

O primeiro turno será realizado em 4 de outubro. Os brasileiros escolherão presidente e vice-presidente da República, governadores, vice-governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Caso necessário, o segundo turno para presidente e governador ocorrerá em 25 de outubro.

Norte registra maior crescimento proporcional

A Região Norte apresentou o maior avanço proporcional do eleitorado entre 2022 e 2026. O número de pessoas habilitadas a votar cresceu 4,4%, com a inclusão de aproximadamente 549 mil eleitores.

Com esse aumento, os sete estados da região passaram a reunir cerca de 13,1 milhões de títulos eleitorais. O Centro-Oeste aparece em seguida, com crescimento de 3,97%, alcançando quase 12 milhões de eleitores.

O Nordeste teve o maior aumento em números absolutos. A região ganhou aproximadamente 1,1 milhão de eleitores e passou de 42,3 milhões, em 2022, para mais de 43,5 milhões em 2026.

Já o Sudeste, apesar de continuar concentrando a maior parcela do eleitorado nacional, registrou redução de 0,56%. O total caiu de 66,7 milhões para cerca de 66,3 milhões de pessoas.

Número de eleitores no exterior aumenta 31%

O cadastro eleitoral fora do Brasil também cresceu de forma expressiva. Em 2026, 918.876 brasileiros residentes no exterior estão aptos a votar para presidente e vice-presidente da República.

O número representa um aumento de 31,82% em relação a 2022, quando pouco mais de 697 mil eleitores estavam registrados fora do país. Foram acrescentados cerca de 221,7 mil títulos nessa categoria.

São Paulo segue com o maior colégio eleitoral

São Paulo permanece como o estado com mais pessoas habilitadas a votar, reunindo 34.104.226 eleitores. Apesar disso, a participação paulista no total nacional diminuiu de 22,1%, em 2022, para 21,48% neste ano.

Minas Gerais aparece na segunda posição, com mais de 16,3 milhões de eleitores. Na sequência estão Rio de Janeiro, com 12,8 milhões; Bahia, com 11,3 milhões; e Paraná, com aproximadamente 8,6 milhões.

Somados, esses cinco estados concentram mais de 83,2 milhões de eleitores, o equivalente a 52,45% de todo o cadastro nacional.

Mulheres representam maioria do eleitorado

As mulheres continuam formando a maior parcela das pessoas aptas a votar no Brasil. Ao todo, são 83.877.126 eleitoras, correspondentes a 52,84% do total.

Em relação a 2022, o eleitorado feminino cresceu 1,83%, com o acréscimo de mais de 1,5 milhão de mulheres. Entre os homens, o número passou de 74 milhões para aproximadamente 74,8 milhões, alta de 1,08%.

O TSE também passou a ampliar a coleta de dados sobre raça e cor por meio de autodeclaração. No entanto, apenas 20,62% dos eleitores forneceram essas informações até o momento.

Entre os que responderam, 16,94 milhões se declararam pardos, 11,69 milhões brancos e 3,58 milhões pretos.

Cargos que serão escolhidos

Além da Presidência da República, as eleições de 2026 definirão os titulares dos governos dos 26 estados e do Distrito Federal. Também serão preenchidas 513 vagas de deputado federal, 1.035 de deputado estadual e 24 de deputado distrital.

O Senado Federal terá 54 cadeiras em disputa, equivalentes a dois terços da Casa. Cada estado e o Distrito Federal elegerão dois representantes.

No Brasil, o voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas com idade entre 18 e 70 anos. A participação é facultativa para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com mais de 70 anos e cidadãos analfabetos.

Quem não comparecer às urnas deverá justificar a ausência pelo aplicativo e-Título ou posteriormente à Justiça Eleitoral. A falta em três eleições consecutivas, considerando cada turno separadamente, pode resultar no cancelamento do título e em restrições para a emissão de documentos e participação em concursos públicos.


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