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‘Climão’: veja exato momento em que André Mendonça senta ao lado de Alexandre de Moraes; vídeo

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‘Climão’: veja exato momento em que André Mendonça senta ao lado de Alexandre de Moraes; vídeo

Brasil – O clima de tensão e expectativa marcou o início da sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15/9). Imagens registradas no plenário da Corte mostram o exato momento em que os ministros tomam seus lugares para o julgamento inédito, com destaque para a proximidade física entre dois dos principais protagonistas da atual crise institucional: André Mendonça e Alexandre de Moraes.

No vídeo, enquanto é anunciada a abertura dos trabalhos para “julgar a petição 16662 relativa ao caso Master”, é possível observar os magistrados se acomodando em suas cadeiras no plenário. A cena chama a atenção pelo contexto de forte embate travado entre Moraes e Mendonça nas últimas semanas.

 

O pano de fundo da tensão

A proximidade nas cadeiras contrasta com o distanciamento nas posições recentes. A crise no STF atingiu seu ápice após o ministro André Mendonça, relator das investigações do extinto Banco Master, retirar o sigilo de relatórios da Polícia Federal (PF). O documento divulgado aponta a troca de 52 mensagens entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além de detalhar um contrato de R$ 130 milhões entre a instituição financeira e o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci.

A atitude de Mendonça gerou forte reação de Moraes, que acusou o colega de Corte de promover um vazamento “seletivo” e omitir documentos importantes. Mendonça, por sua vez, defendeu sua decisão, argumentando que manteve em sigilo apenas o necessário para preservar as investigações em andamento e dados de terceiros. Na véspera da sessão, Moraes negou veementemente qualquer irregularidade, afirmando que nunca favoreceu o banco e classificando o relatório da PF como fruto de anotações descontextualizadas de terceiros.

Apelo à institucionalidade

A sessão que avaliará a conduta de Moraes — um fato inédito na história do tribunal para um ministro em pleno exercício, foi aberta sob um discurso cauteloso do presidente do STF, Edson Fachin.
Ciente da gravidade da situação e do clima pesado entre os colegas de plenário, Fachin alertou que o Supremo atravessa um “período difícil da história”. Em um recado claro direcionado aos ânimos acirrados, o ministro ressaltou: “A divergência é legítima, o confronto pessoal, não”. Fachin enfatizou ainda que a Corte está ali para julgar “fatos e questões jurídicas”, e não pessoas.

O plenário agora se debruça sobre o relatório da Polícia Federal e decidirá se abre ou não uma investigação formal contra Alexandre de Moraes, em um julgamento que testará a estabilidade e a unidade da mais alta Corte do país. As acusações feitas por Moraes contra a conduta de André Mendonça, no entanto, foram separadas por Fachin e só serão analisadas na próxima semana, no dia 23 de setembro.

https://www.youtube.com/watch?v=f_DVZoQLvZI


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