Clima de revolta: policiais cobram reajustes, fardamentos e data-base, enquanto governo de Roberto Cidade anuncia vasectomia para PMs

Amazonas – Os policiais militares do Amazonas esperavam notícias sobre reajuste, valorização profissional, cumprimento de compromissos e retomada das negociações.
Em vez disso, receberam um comunicado informando a abertura do cadastro de interessados em um programa de vasectomia no Hospital da Polícia Militar.
A coincidência de datas e o contexto da divulgação transformaram o anúncio em motivo de indignação entre integrantes da corporação, que passaram a questionar as prioridades do governador Roberto Cidade.
A reação ganhou força porque, segundo as entidades representativas dos oficiais e praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, até hoje não houve avanço nas negociações iniciadas meses atrás.
Os dirigentes afirmam que, durante reunião realizada em 22 de abril com Roberto Cidade foi sinalizada a realização de um novo encontro para tratar das pautas da categoria após a definição da situação administrativa do governo.
De acordo com as associações, esse compromisso nunca se concretizou. Enquanto isso, a Diretoria de Saúde divulgava um formulário para levantar o número de policiais interessados em realizar vasectomia, informando que o procedimento faz parte da implantação de um novo serviço de planejamento familiar no Hospital da Polícia Militar.
Para muitos militares, o contraste não poderia ser maior. Enquanto reivindicações sobre remuneração, valorização profissional e condições de trabalho seguem sem resposta, o único anúncio concreto direcionado à categoria foi relacionado à ampliação de um procedimento médico.
As lideranças afirmam que a categoria está cansada de reuniões sem resultados e de promessas que, segundo elas, não saíram do papel. A expectativa agora é que o encontro reúna policiais militares e bombeiros da ativa e da reserva para cobrar uma mudança de postura do governo e a retomada das negociações.
Na avaliação das entidades, a insatisfação cresce porque, enquanto as principais reivindicações permanecem sem solução, medidas administrativas pontuais acabam sendo vistas por parte da tropa como distantes das necessidades consideradas mais urgentes pelos profissionais da segurança pública.
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