Cidade vai cortar R$100 milhões da UEA para encobrir rombo deixado por Wilson Lima que aplicou dinheiro da previdência no Master, revela David Almeida

Manaus – O ex-prefeito de Manaus e pré-candidato ao Governo do Amazonas, David Almeida, usou as redes sociais para repudiar a recente decisão do Governador Roberto Cidade, que optou por retirar R$ 100 milhões da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) para cobrir prejuízos relacionados aos investimentos da Previdência estadual no Banco Master.
Em vídeo, publicado nesta quarta-feira (10), David classificou a situação como um escândalo e afirmou que recursos que deveriam ser destinados à educação estão sendo usados para pagar a conta de uma suposta má gestão do dinheiro público.
“O dinheiro que deveria estar formando profissionais e transformando vidas está sendo usado para cobrir problemas criados pela própria gestão”, declarou.
Durante o pronunciamento, David também direcionou críticas ao ex-governador Wilson Lima, afirmando que os dois grupos políticos precisam explicar ao povo amazonense como R$ 300 milhões da Previdência do Estado foram aplicados no Banco Master.
Segundo o ex-prefeito, a retirada de recursos da UEA para compensar perdas da Previdência representa uma inversão de prioridades e penaliza diretamente estudantes, professores e toda a população que depende da universidade pública.
David ainda questionou o fato de Roberto Cidade ter presidido a Assembleia Legislativa durante parte do período em que os investimentos foram realizados e o motivo pelo qual o então deputado não fiscalizou o seu parceiro político Wilson Lima. Almeida afirmou que o caso precisa ser investigado pelos órgãos de controle.
“O Amazonas está pagando a conta da incompetência administrativa. Enquanto faltam investimentos em áreas essenciais, o governo tira dinheiro da educação para tapar buracos criados pela própria gestão”, disse.
Ao final do vídeo, o ex-prefeito afirmou que pretende acionar os órgãos de fiscalização e controle para apurar o caso e responsabilizar os envolvidos, caso sejam confirmadas irregularidades.
As declarações aumentam a pressão política sobre o governo estadual e colocam no centro do debate a aplicação de recursos da Previdência do Amazonas e o impacto das decisões financeiras sobre áreas consideradas estratégicas, como a educação.
Veja vídeo:








