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“Cargo não confere privilégio”: Fachin diz que STF vai apurar caso do Master com “firmeza”; veja vídeo

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“Cargo não confere privilégio”: Fachin diz que STF vai apurar caso do Master com “firmeza”; veja vídeo

Brasil – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu subir o tom nesta quarta-feira (2/9) ao comentar a crise que atinge a Corte. O centro da turbulência é o ministro Alexandre de Moraes, exposto após a revelação de trocas de mensagens com o banqueiro Vorcaro no âmbito do chamado “Caso Master”.

Em um discurso que soou como um recado direto, Fachin avisou que as apurações serão conduzidas com “responsabilidade e firmeza”. Sem meias palavras, o presidente do STF cravou a linha que guiará a reação da Corte: “A elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades, que devem ser observados com absoluto respeito à Constituição, às leis e ao STF”.

A bomba relógio do Caso Master agora está nas mãos de Fachin. Caberá a ele a decisão final sobre o envio do explosivo relatório da Polícia Federal ao plenário do STF, conforme solicitado pelo ministro relator, André Mendonça. O documento da PF escancara os diálogos entre Moraes e Vorcaro e expõe os pedidos de proteção feitos pelo banqueiro.

Durante um evento sobre direito público na sede do tribunal, Fachin tentou equilibrar o rigor exigido pela situação com a cautela institucional. O presidente prometeu que não haverá precipitações e que as medidas cabíveis serão anunciadas “nos próximos dias”, mas reconheceu que os fortes indícios exigem ações concretas para blindar a instituição.

“É dever de todos preservar a integridade do Supremo Tribunal Federal, a autoridade de suas decisões, o respeito às suas normas e, acima de tudo, a confiança da sociedade na instituição”, alertou o ministro.

A pressão sobre o STF atinge níveis críticos com os desdobramentos paralelos do escândalo, que incluem supostas ofertas de experiências “ultra vips” para Moraes e sua esposa, interferências em contratos de escritórios de advocacia e encontros de bastidores entre autoridades e o banqueiro antes de o caso explodir.


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