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Candidato do MBL à presidência revela uso de “cogumelos mágicos”

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Candidato do MBL à presidência revela uso de “cogumelos mágicos”

Brasil – O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), admitiu ter utilizado “cogumelos mágicos” em mensagens privadas divulgadas recentemente. O conteúdo faz parte de uma denúncia encaminhada ao Ministério Público e expõe conversas mantidas pelo presidenciável em um grupo de Instagram ao longo de mais de um ano.

Nos diálogos, Renan relata experiências com a substância, conhecida popularmente por seus efeitos alucinógenos, em momentos distintos. Em uma das mensagens, ele afirma ter consumido o produto enquanto ouvia música clássica, descrevendo a experiência de forma introspectiva. Em outra ocasião, menciona novamente o uso, associando-o a reflexões sobre o inconsciente.

As conversas foram obtidas no âmbito de uma denúncia apresentada por um estudante ao Ministério Público do Distrito Federal. O material aponta ainda que o grupo virtual reunia apoiadores e discutia temas políticos, ideológicos e até comportamentais, incluindo comentários controversos feitos por participantes — alguns deles com a interação direta do pré-candidato.

Contradição com discurso público

O episódio chama atenção por contrastar com uma das principais bandeiras defendidas por Renan Santos em sua pré-campanha: o combate rigoroso às drogas e ao tráfico. Publicamente, o político tem adotado uma postura dura contra organizações criminosas e o consumo de entorpecentes.

Em resposta à repercussão, o presidenciável confirmou a autenticidade das mensagens e tentou minimizar o episódio. Segundo ele, o consumo ocorreu de forma pontual e sem envolvimento com o tráfico.

“Não sei a origem, me deram. Nunca comprei”, afirmou. Em outro momento, disse que utilizou a substância poucas vezes e que não se considera usuário.

Promessa de não repetir comportamento

Diante da reação negativa, Renan sinalizou que pode abandonar definitivamente qualquer tipo de consumo, caso isso seja uma exigência de seus eleitores.

“Se o eleitor achar errado, não usarei mais. Isso não é problema para mim”, declarou.

Ele também tentou diferenciar o uso relatado de outras drogas ilícitas, argumentando que, no seu caso, não houve financiamento ao crime organizado.

Outras polêmicas nas mensagens

Além da revelação sobre o uso de substâncias, o conteúdo das conversas inclui declarações polêmicas sobre minorias, política e comportamento social. Também há registros de interações consideradas inadequadas, como comentários sobre mulheres e discussões ideológicas envolvendo autores associados à extrema-direita.

Renan Santos afirmou que não concorda com várias das posições discutidas no grupo e que algumas falas foram tiradas de contexto.

Investigação e repercussão

O caso agora está sob análise do Ministério Público, que deve avaliar se há elementos suficientes para avançar com a denúncia. Enquanto isso, a repercussão nas redes sociais cresce e levanta questionamentos sobre a coerência entre discurso político e comportamento privado do pré-candidato.

A situação adiciona mais um capítulo de tensão ao cenário pré-eleitoral, colocando em xeque a imagem pública de uma das figuras mais conhecidas do movimento liberal-conservador no país.


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