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Briga de ‘Companheiros’: Neuton Corrêa usa “Maus Caminhos” para blindar Wilson e Cidade; Omar Aziz responde expondo ‘mamata’ do jornalista

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Briga de ‘Companheiros’: Neuton Corrêa usa “Maus Caminhos” para blindar Wilson e Cidade; Omar Aziz responde expondo ‘mamata’ do jornalista

Amazonas – O cenário político amazonense acaba de ganhar mais um capítulo de tensão explícita com o rompimento de velhos conhecidos. O que parecia ser apenas mais uma publicação do portal BNC, dirigido por Neuton Corrêa, marcou o fim público da aliança entre o jornalista e o senador Omar Aziz (PSD).

Historicamente alinhados no mesmo espectro esquerdista e outrora “companheiros” de trincheira, Neuton sempre funcionou como uma espécie de braço de publicidade amigável para o senador. No entanto, a antiga camaradagem ruiu. O pano de fundo? Uma clara troca de favores com a máquina estadual comandada Roberto Cidade e seu candidato ao senado, Wilson Lima (União Brasil), deixando evidente que os polpudos “patrocínios” e contratos do Estado pesaram muito mais do que a velha lealdade política.

A escalada dessa briga começou após um embate direto entre Omar Aziz e Roberto Cidade. Após ser questionado pelo senador sobre atas suspeitas destinadas à compra de redes e colchões, Cidade recuou, cancelou o procedimento e tentou capitalizar politicamente com uma provocação: “Meu governo não seguirá por ‘Maus Caminhos’. Aqui não haverá esquema, proteção nem tolerância com irregularidades.”

Foi exatamente nesse momento que Neuton Corrêa entrou em cena, agora vestindo a camisa de escudo e porta-voz do grupo de Cidade e Wilson Lima. Abandonando o histórico de defesa de Omar, o jornalista publicou e compartilhou no grupo de WhatsApp “MIJADA DE POTÓ” uma matéria atacando o antigo aliado. A postagem era ilustrada com uma charge do senador sendo soterrado por lama e trazia o título de que o “fantasma” da Operação Maus Caminhos ainda o assombrava. A tentativa era clara: requentar um caso já arquivado no STF para desviar o foco do escândalo dos colchões do candidato governista.

No entanto, a afronta encomendada encontrou uma resposta avassaladora e imediata. Omar Aziz não engoliu a traição e expôs o verdadeiro motivo por trás da súbita mudança editorial de Corrêa: a forte dependência financeira do jornalista em relação ao Governo do Estado.

Em uma mensagem direta no grupo, o senador foi letal ao escancarar a hipocrisia do jogo político e mirar no bolso do ex-parceiro: “Neuton, a Maus Caminhos não me assombra não. Agora o que te assombra é eu ganhar a eleição e cortar o um milhão que você recebe do Estado para realizar o Hashtag Toadas, usando os artistas de Parintins – pra quem você paga uma miséria – para enriquecer. O que te assombra é o fim dessa mamata.”

A declaração expõe as feridas e os telhados de vidro de ambos os lados. Ao revelar que Neuton Corrêa recebe R$ 1 milhão dos cofres estaduais para um projeto cultural onde, segundo o senador, os verdadeiros artistas são sub-remunerados, fica evidente que o ataque a Aziz não foi movido por zelo jornalístico, mas por instinto de sobrevivência financeira da própria “mamata”.

O rompimento público e amargo entre os esquerdistas é a prova de que, nas eleições deste ano, antigas alianças estão sendo facilmente rifadas. O episódio deixa claro que as linhas editoriais de certos veículos estão sendo ditadas diretamente pelo tamanho dos repasses do Estado. Ao tentar usar o passado para assombrar o senador, o jornalista acabou vendo seus próprios fantasmas milionários expostos em praça pública.


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