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Bolsonaro relata pesadelos na prisão e teme atentado contra Flávio durante as eleições de 2026

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Bolsonaro relata pesadelos na prisão e teme atentado contra Flávio durante as eleições de 2026

Brasil – O ex-presidente Jair Bolsonaro, detido desde janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a “Papudinha”, tem compartilhado com aliados e líderes religiosos um estado de profunda angústia. Em relatos recentes, Bolsonaro descreveu uma rotina marcada por pesadelos frequentes e uma preocupação central: a segurança de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), durante a corrida presidencial de 2026.

A vulnerabilidade de Bolsonaro na prisão parece estar diretamente ligada ao trauma da facada sofrida em 2018. Segundo interlocutores, o ex-presidente demonstra uma fixação com a possibilidade de que o cenário de violência política se repita, desta vez tendo Flávio como alvo.

O bispo Robson Rodovalho, líder da Sara Nossa Terra, que presta assistência religiosa a Bolsonaro com autorização do STF, reforça essa percepção. “Ele é um homem traumatizado. Teme por várias coisas e se sente injustiçado, impotente para defender os seus”, afirmou o religioso. Em fevereiro, o ex-secretário Nabhan Garcia visitou o ex-presidente e recebeu um pedido emocionado: levar um recado a Flávio para que o senador redobre a cautela na campanha eleitoral.

Os relatos de aliados pintam um quadro de fragilidade física e mental dentro da cela:

  • Distúrbios do Sono: Mesmo fazendo uso de medicamentos, Bolsonaro afirma que dorme mal e é atormentado por pesadelos.
  • Problemas Gástricos: Crises de soluço e vômitos persistem. O ex-presidente tem evitado se alimentar adequadamente por medo de novas crises, inclusive recusando parte das refeições enviadas pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
  • Isolamento e Paranoia: Aliados descrevem episódios de paranoia, como a crença de que estaria sendo observado por drones no pátio do batalhão.

Apesar do estado emocional instável, Bolsonaro mantém sua influência no tabuleiro político. Ele tem utilizado o horário de visitas para orientar a pré-campanha de Flávio, atuando pessoalmente para consolidar o nome do filho entre setores do mercado e partidos do centrão, que inicialmente demonstravam preferência pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Para o ex-presidente, a eleição de 2026 é vista como um ponto crucial para o destino do Brasil e o papel geopolítico que o país exercerá dependendo do resultado.


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