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Bancada do PL muda de posição, abraça fim da escala 6×1 e propõe modelo 4×3; veja vídeo

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Bancada do PL muda de posição, abraça fim da escala 6×1 e propõe modelo 4×3; veja vídeo

Brasil – Em um movimento político que altera a dinâmica do debate trabalhista no Congresso, a bancada do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados decidiu recuar de suas críticas e oficializou o apoio ao fim da escala de trabalho 6×1. Mais do que aderir à proposta, o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro dobrou a aposta e passou a defender abertamente a implementação de uma jornada de quatro dias de trabalho por três de descanso (4×3), desafiando frontalmente as bancadas do PT e do PSOL.

A mudança de rota foi comunicada na noite desta terça-feira (26) pelo líder da sigla na Casa, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Até então, o PL vinha adotando um tom de resistência à Proposta de Emenda à Constituição (PEC), apontando a medida como uma bandeira eleitoreira do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao justificar a nova posição, o líder bolsonarista utilizou o tempo no plenário para provocar a base governista:

“Tomamos a decisão de apresentar destaque de preferência para votarmos a escala 4×3 porque somos a favor de o trabalhador trabalhar menos, ficar em casa e descansar com a família. Não somos hipócritas nem oportunistas como este governo. Quero ver amanhã os petistas colocando sua digital.” — Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara.

Tramitação e Próximos Passos

O avanço da pauta na comissão especial havia sofrido um entrave na última segunda-feira (25), quando o deputado Mauricio Marcon (PL-RS) apresentou um pedido de vista, paralisando temporariamente a votação.

Contudo, com o novo direcionamento da maior bancada da Câmara, o cronograma deve ser acelerado. De acordo com o relator da matéria, deputado Leo Prates (PDT-BA):

  • Retomada: A análise do texto na comissão especial volta à pauta nesta quarta-feira (27).
  • Plenário: A expectativa é de que o projeto esteja pronto para apreciação no plenário da Casa até quinta-feira (28).

O texto base da PEC estabelece uma redução gradual da carga horária semanal. A proposta prevê a queda das atuais 44 horas para 40 horas semanais, estabelecendo um prazo de transição e adaptação de até 14 meses a partir da promulgação da emenda.

O xadrez político e econômico

O apelo de Cavalcante no plenário, “Já que vocês dizem que defendem o trabalhador, votem conosco”,  marca uma tentativa do PL de assumir o protagonismo de uma pauta histórica do centro e da esquerda.

O debate, no entanto, continua dividindo opiniões fora de Brasília. De um lado, centrais sindicais e defensores da mudança argumentam que a revisão das escalas é fundamental para garantir saúde mental, lazer e melhor qualidade de vida para os trabalhadores. Do outro, entidades representantes do setor produtivo e do comércio alertam para o impacto econômico, temendo o aumento expressivo nos custos operacionais e a necessidade de reestruturação drástica das folhas de pagamento para acomodar o novo formato.


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