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Baixaria na direita: Sargento Salazar e Coronel Menezes trocam apelidos e xingamentos com palavrões nas redes sociais

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Baixaria na direita: Sargento Salazar e Coronel Menezes trocam apelidos e xingamentos com palavrões nas redes sociais

Amazonas – O cenário político amazonense atingiu um nível alarmante de degradação nesta quarta-feira (4/3), com a intensificação de um embate público marcado por ofensas pessoais e baixo calão entre o Coronel Alfredo Menezes e o Vereador Sargento Salazar. O conflito, que se arrasta desde ontem, ganhou novos contornos após Menezes publicar um vídeo em resposta às provocações do vereador.

Deitado em uma rede, o coronel ironizou o apelido de “cabeça de roll-on” disparado por Salazar, afirmando que o termo seria, na verdade, um elogio por remeter a algo “cheiroso” e “agradável”, em contraste com o que chamou de “cabeça cheia de merda” e “cabeça oca” do sargento. Menezes afirmou que o estado não pode enviar ao Congresso Nacional alguém que recorre à “marreta” por falta de intelecto, disparando que da cabeça de Salazar não sai nada que preste.

A reação de Menezes foi motivada por um vídeo agressivo publicado anteriormente pelo Sargento Salazar, no qual o parlamentar elevou o tom da baixaria ao utilizar termos vulgares e ataques diretos à honra do militar. Salazar, visivelmente exaltado e batendo uma marreta contra a mesa, chamou o coronel de “traidor” e “cachorro morto”, afirmando que Menezes está incomodado com sua linguagem popular. Em um dos momentos mais pesados da gravação, o vereador disparou insultos sexuais de baixo calão, mandando o coronel “dar meia hora de toba com o relógio parado”. Salazar ainda ameaçou “jogar terra” na cabeça de Menezes e enterrar sua carreira política de vez, prometendo expor áudios que comprometeriam até pessoas próximas ao coronel caso ele continuasse com o que chamou de “arreto”.

Para descredibilizar Menezes perante o eleitorado conservador, Salazar utilizou o vazamento de um suposto áudio do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na gravação, Bolsonaro afirma que Menezes é “carta fora do baralho” e que não autorizou fotos recentes com ele, alegando que os registros divulgados pelo militar são antigos. A estratégia de Salazar visa isolar o coronel da direita amazonense, utilizando a fala do ex-presidente para selar a narrativa de traição e irrelevância política do adversário no atual cenário do partido.

O embate expõe uma “política de esgoto” que substitui o debate de projetos para o Amazonas por uma troca desenfreada de palavrões e agressões gratuitas. Enquanto Menezes começou o conflito criticando Salazar por utilizar “linguajar de marginal” e “traficante” por usar gírias como “bagulho”, o sargento responde com um vocabulário ainda mais chulo e ameaças de retaliação pessoal. A disputa, longe de apresentar soluções para o estado, revela um racha profundo entre as lideranças da direita local, onde a busca pela atenção nas redes sociais parece justificar o abandono de qualquer postura ética ou decoro público.


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