Augusto Cury lamenta que Pablo Marçal tenha sido impedido de participar de debate: “ele até chorou quando soube”; veja vídeo

Brasil – Durante a sabatina com os candidatos à Presidência da República promovida pelo TMC 360, o psiquiatra, escritor e candidato Augusto Cury (Avante) protagonizou um momento de forte desabafo político. Após quase desistir de entrar no estúdio de última hora, Cury revelou os bastidores de uma transmissão ao vivo que realizou momentos antes com Pablo Marçal, que seria o candidato do PRTB ao Planalto caso não estivesse inelegível.
Questionado pela jornalista Joana sobre o motivo de sua entrada tardia e sua visão sobre as ausências no evento, Cury lamentou profundamente a impossibilidade da participação de Marçal.
“Foi uma pena o Pablo Marçal não estar no debate, porque ele queria muito. Até chorou. Gostaria de estar debatendo o país”, revelou Cury, citando também que o político Aldo Rebelo era outro nome que deveria ter integrado a discussão.
Ataques às ausências de Lula e Flávio Bolsonaro
O tom de Augusto Cury subiu ao comentar as faltas do atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e do senador Flávio Bolsonaro (PL). Cury classificou a ausência de ambos como uma “irresponsabilidade” com a nação e demonstrou profunda mágoa, especialmente com a atitude da campanha petista.
“O pior ainda foi o fato do Lula ter marcado no mesmo horário do debate uma entrevista na Record. Isso me deixou profundamente magoado, a tal ponto que eu quase não participo”, confessou o escritor. Ele explicou que decidiu contrariar seu próprio marqueteiro, Sérgio Lima, e outras pessoas de sua equipe para entrar no estúdio por “amor aos jornalistas e à democracia do Brasil”.
A ditadura do algoritmo e o abuso de poder econômico
Outro ponto alto do desabafo do candidato do Avante foi direcionado à disparidade financeira na corrida eleitoral e ao controle das redes sociais. Cury denunciou que seus adversários aplicam “mais de 30 milhões de reais por mês para impulsionar suas imagens” e criticou severamente o que chamou de falta de democracia nos algoritmos.
Com mais de 15 milhões de seguidores em suas redes, o psiquiatra afirmou que suas publicações são entregues a apenas 2% de sua base. “O que é raro para um intelectual, geralmente você não tem muitos seguidores. […] Mais de 80% das pessoas da minha base não sabem que eu sou candidato à presidência”, protestou.
Polarização doente e o sacrifício pessoal
Para Cury, o debate seria a “oportunidade de ouro” para confrontar Lula e Flávio Bolsonaro sobre temas que considera urgentes, como o caos na educação e na economia brasileira, além do que definiu como uma “polarização insana e doente, que dividiu a nação”. Diante do esvaziamento do confronto, ele chegou a questionar o sentido de estar ali, comparando o cenário a um “teatro”.
Ao finalizar seu raciocínio, o candidato fez questão de ressaltar que sua entrada na política envolve sacrifícios pessoais e que não possui dependência do poder. “Estou deixando de lado a minha família, os meus projetos, inclusive internacionais, por amor ao Brasil. Poderia estar morando em qualquer país do mundo onde sou publicado, nos mais de 90 países. E eles não vão [ao debate]? Que democracia é essa?”, concluiu o candidato.


