Ato falho: Roberto Cidade admite precariedade do interior do AM sob gestão do próprio grupo político; veja vídeo

Amazonas – O que era para ser um discurso de boas-vindas aos novos magistrados do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) transformou-se em um momento de “sincericídio” político nesta segunda-feira (13). O governador interino Roberto Cidade, que assumiu o posto após a descompatibilização de Wilson Lima e Tadeu de Souza, cometeu um grave ato falho ao descrever a realidade enfrentada por quem deixa Manaus para trabalhar nas comarcas do interior.
Diante de uma plateia de autoridades, incluindo o presidente do TJAM, Jomar Fernandes, e o corregedor-geral, José Hamilton Saraiva, Cidade foi enfático ao alertar os novos juízes sobre o cenário que encontrarão fora da capital: “Vocês vão passar muitas dificuldades no interior, principalmente por questões de logística, principalmente por não ter o que nós temos aqui na capital…”
Veja vídeo:
A declaração caiu como uma bomba nos bastidores políticos. Ao admitir que o interior carece do básico que a capital oferece, Cidade acaba por confessar a ineficiência do grupo político que comanda o Amazonas há anos, do qual ele é peça central e agora líder máximo do Executivo.
O Contraste com a Propaganda Oficial
A fala de Roberto Cidade cria um curto-circuito com a narrativa de eficiência que o Governo tenta construir. No mesmo evento, foram destacados os números da Semana Nacional do Registro Civil (Registre-se) e a expansão dos PACs. No entanto, a fala do governador interino sugere que, para além da entrega de documentos, a estrutura do Estado no interior permanece estagnada.
Enquanto a Sejusc e a SSP-AM celebram a marca de 1 milhão de Carteiras de Identidade Nacional (CIN) emitidas, o próprio chefe do Executivo admite que a logística é falha e que as cidades do interior são preteridas em relação à Manaus. A ironia do destino é que a fala ocorreu em um evento de cidadania. Roberto Cidade, ao tentar ser realista com os novos juízes, acabou por ser transparente demais sobre o legado de seu próprio grupo: um Amazonas dividido entre o brilho da capital e o abandono logístico do interior.








