“Até quando vai fugir?”: Roberto Cidade é cobrado por aprovados da PM e pressão por convocação cresce no Amazonas; vídeo
Amazonas – A cobrança já saiu das redes sociais, chegou à porta do Governo e agora acompanha Roberto Cidade por onde ele passa. Aprovados nos concursos da Segurança Pública do Amazonas seguem pressionando o governador por uma resposta concreta sobre novas convocações e a insatisfação aumenta diante da falta de uma data definida.
Em um novo episódio de cobrança feito diretamente ao governador, um aprovado da Polícia Militar voltou a questionar o futuro dos candidatos que continuam esperando pelo chamamento. O momento reacendeu uma pergunta que tem sido repetida pelos concursados: quando, afinal, o Governo vai transformar promessa em convocação?
A mobilização não começou agora. No fim de agosto, aprovados da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e outros órgãos da Segurança chegaram a montar acampamento em frente à sede do Governo do Amazonas para exigir as convocações pendentes.
Promessa de mil aprovados já vem de longe
A revolta ganha força porque a discussão sobre uma nova chamada de aproximadamente mil aprovados não é novidade.
Ele vive ‘enrolando’ os aprovados no concurso e dizendo que serão chamados, mas tempo passa, as pessoas seguem aguardando e nada acontece. O resultado? ningyuém mais acredita nas falsas promessas dele.
Ainda em setembro de 2024, o então governador Wilson Lima anunciou estudos para convocar mais mil aprovados do concurso da Polícia Militar realizado em 2022.
Agora, sob a gestão de Roberto Cidade, a cobrança voltou ao centro do debate.
No último dia 31 de agosto, Cidade afirmou que o Governo pretende convocar cerca de mil aprovados remanescentes dos concursos da Segurança Pública. O problema é que, apesar da declaração, nenhuma data foi definida, pra variar. Segundo o governador, o chamamento ainda depende da confirmação da disponibilidade orçamentária.
Para os aprovados, promessa sem data já não basta
É justamente aí que está o ponto mais sensível. Para quem estudou, passou pelas etapas do concurso e acompanha há anos os anúncios sobre reforço das forças de segurança, ouvir que existe intenção de convocar sem saber quando isso acontecerá aumenta a sensação de abandono e evidencia o descaso de Roberto Cidade com a segurança pública.
Os concursados querem algo simples: uma resposta objetiva.
Vai convocar? Quantos serão chamados? Quando será publicada a convocação? Existe previsão orçamentária ou não?
Enquanto essas respostas não aparecem de forma concreta, a pressão cresce e ele continua fugindo.
E a cobrança também expõe uma contradição política difícil de ignorar: ao mesmo tempo em que o Governo fala em reforçar o policiamento e aumentar a presença das forças de segurança nas ruas, existe um grupo de aprovados cobrando justamente a oportunidade de entrar para essas corporações.
Os manifestantes já deixaram claro que não pretendem desaparecer. Se antes estavam em frente à sede do Governo, agora a cobrança aparece também durante agendas públicas.
Para Roberto Cidade, portanto, o assunto vai continuar batendo à porta: os aprovados não querem mais estudo, expectativa ou promessa sem calendário. Querem saber quando serão chamados.
E, enquanto essa resposta não vier, a pergunta continuará perseguindo o governador: até quando os concursados terão de correr atrás do Governo para cobrar uma convocação que esperam há anos?

