Às vésperas da eleição! Roberto Cidade é acusado de usar apreensão de drogas para tentar relacionar Maria do Carmo ao crime

Manaus – A campanha eleitoral no Amazonas parece ter entrado de vez no terreno do “vale tudo”. Depois de uma grande apreensão realizada pela Polícia Civil, uma publicação nas redes sociais levantou uma acusação grave: material da campanha da Professora Maria do Carmo (PL) teria sido colocado em meio às drogas apreendidas, criando uma imagem capaz de sugerir ao eleitor uma ligação entre a candidata e a ocorrência policial em questão.
O problema é simples sim, mas ao mesmo tempo é enorme: até agora, não há informação oficial da Polícia Civil apontando qualquer vínculo de Maria do Carmo, de sua campanha ou do material eleitoral com a apreensão.
Nas buscas realizadas, também não foi localizado comunicado da corporação dizendo que bandeiras da candidata faziam parte do material encontrado na operação.
Ou seja: sem uma explicação oficial sobre como aquela bandeira foi parar na cena, transformar uma apreensão policial em munição eleitoral seria, no mínimo, uma tentativa perigosa e indecente de misturar campanha, criminalidade e imagem pública.
Coincidência ou estratégia para queimar adversária?
A suspeita ganha ainda mais peso porque Roberto Cidade e Maria do Carmo disputam diretamente o Governo do Amazonas. A candidata do PL aparece oficialmente na corrida eleitoral com o número 22, enquanto Cidade tenta permanecer no comando do Estado.
E essa não é a primeira vez que o conteúdo produzido contra Maria entra na mira da Justiça. Em 2 de setembro, a Justiça Eleitoral determinou que Roberto Cidade retirasse das redes um vídeo contra a adversária por considerar que o material apresentava informações falsas ou gravemente descontextualizadas e ao que parece ele ainda não aprendeu nada.
É claro que a guerra eleitoral está pesada dos dois lados, mas colocar ou permitir que apareça uma bandeira eleitoral no meio de uma apresentação de drogas muda o nível da disputa.
Não é mais apenas dizer que o adversário administrou mal ou fez uma promessa falsa. A imagem teve o intuito de induzir o público a enxergar uma ligação com o crime que, até aqui, não foi estabelecida pela investigação.
E é justamente isso que precisa ser esclarecido: quem colocou a bandeira ali, em que momento e com qual finalidade?
Porque eleição se ganha no voto. Não se ganha transformando uma operação policial em cenário para insinuar que adversário é bandido sem prova.

