Apreensão de 3 toneladas de carne irregular coloca prefeita de Nhamundá, Marina Pandolfo, na mira do MPAM

Amazonas – Uma operação de fiscalização que resultou na apreensão de cerca de 3 toneladas de carne bovina transportada sem documentação sanitária expôs, mais uma vez, falhas graves no controle sanitário do município de Nhamundá e colocou a gestão do abatedouro municipal sob forte pressão dos órgãos de controle.
A ação ocorreu após denúncias sobre o transporte e a distribuição irregular de carne na cidade. Durante a abordagem, equipes constataram que o produto circulava sem qualquer comprovação de origem sanitária e sem a certificação de inspeção oficial exigida por lei para a comercialização de alimentos de origem animal no Brasil.
Segundo os fiscais responsáveis pela operação, além da ausência de documentação, foram identificadas condições inadequadas de transporte e conservação da carga, o que agrava ainda mais a irregularidade e representa risco direto à saúde da população que poderia consumir o produto.
Diante do cenário, toda a carga foi imediatamente considerada imprópria para consumo e teve o descarte determinado pelas autoridades competentes.
O caso ganhou maior repercussão após a identificação de que um dos veículos utilizados na logística do transporte teria ligação com programas administrados pelo próprio município, levantando suspeitas sobre o uso da estrutura pública e possíveis falhas de controle interno.
A situação reacende críticas à gestão do abatedouro municipal e pressiona o cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público do Amazonas (MPAM), que previa adequações sanitárias e estruturais no sistema de inspeção local.
Diante da gravidade dos fatos, o MPAM convocou uma reunião com a prefeita Marina Pandolfo para tratar das medidas adotadas pelo município e cobrar explicações sobre o descumprimento de obrigações assumidas no acordo.








