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Após Vorcaro ser convocado a depor, Moraes e Toffoli são convidados para CPI do Banco Master

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Após Vorcaro ser convocado a depor, Moraes e Toffoli são convidados para CPI do Banco Master

Brasil – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado Federal, aprovou, nesta quarta-feira (25), convites aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para prestarem depoimento ao colegiado. A comissão também convocou o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Enquanto a presença dos magistrados é facultativa, a do banqueiro é obrigatória.

O presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), propôs a votação simbólica de convites e requerimentos de informação que não envolvessem dados financeiros, como relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Com exceção da convocação de Vorcaro, todos os demais pedidos foram aprovados em bloco.

Também foram aprovados convites à advogada Viviane Barci de Moraes, ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. A comissão ainda solicitou informações sobre o registro de entrada no Senado de Augusto Ferreira Lima, ex-executivo do Banco Master.

Os irmãos de Toffoli, José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, também foram convocados. A CPI aprovou ainda a quebra de sigilo fiscal da empresa Maridt Participações, registrada em nome deles, mas que teria como verdadeiro proprietário o ministro.

A base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu incluir na lista de convocações o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, cujos comparecimentos são obrigatórios. Os requerimentos foram apresentados pelo líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, e pelo líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner.

Segundo Randolfe, Guedes deve esclarecer se políticas de desregulamentação adotadas durante sua gestão podem ter contribuído, na avaliação do parlamentar, para facilitar irregularidades atribuídas ao Banco Master.

Ministros do STF são questionados por relações com instituição financeira

Os ministros do STF têm sido alvo de questionamentos por supostos vínculos com o Banco Master. O escritório de Viviane Barci de Moraes firmou contrato de R$ 129 milhões com a instituição financeira.

Toffoli, que relatava no STF as investigações da Operação Compliance Zero, é apontado como sócio anônimo da Maridt Participações, administrada por seus irmãos e que detinha participação em dois resorts da rede Tayayá. A empresa vendeu a fatia no empreendimento, no Paraná, a um fundo de investimento que tinha como acionista o pastor Fabiano Zettel, apontado como cunhado e operador financeiro de Vorcaro.


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