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Após buscas, PF conclui operação na casa de Bolsonaro dizendo que não encontrou nenhuma arma de fogo

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Após buscas, PF conclui operação na casa de Bolsonaro dizendo que não encontrou nenhuma arma de fogo

Brasil – Na manhã desta quarta-feira (8/7), a Polícia Federal (PF) não localizou nenhuma arma de fogo durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar.
A ação foi ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e tinha como objetivo apreender armas, munições, acessórios e documentos de registro bélico. A operação, determinada por Alexandre de Moraes, buscava apreender o arsenal do ex-presidente após episódio envolvendo a Polícia Militar no mês passado.

Detalhes da Operação

De acordo com o relatório da corporação, a diligência durou pouco menos de duas horas.

  • Horário: A equipe policial chegou ao local às 7h e encerrou as buscas às 8h59.
  • Testemunhas: Toda a vistoria nos cômodos da residência foi acompanhada por duas testemunhas.
  • Resultado: Nenhum armamento ou item listado no mandado foi apreendido.

A informação foi corroborada pela defesa do ex-presidente. Por meio da rede social X, o advogado João Henrique Freitas confirmou a realização da nova busca e ratificou que a PF deixou o local de mãos vazias.

O estopim da decisão de Moraes

O mandado desta quarta-feira é uma consequência direta de uma decisão recente do ministro Alexandre de Moraes. Ao decidir manter a prisão domiciliar de Bolsonaro, Moraes ordenou que o ex-presidente entregasse imediatamente à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal todo o armamento registrado sob o seu Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).

Essa ofensiva judicial em relação ao arsenal do ex-mandatário foi motivada por um incidente ocorrido na madrugada de 15 de junho. Na ocasião, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) abordou um agente de segurança e apreendeu uma arma que estava registrada no nome de Jair Bolsonaro.

O episódio, que resultou na abertura de um inquérito policial, forçou Bolsonaro a prestar esclarecimentos. Em depoimento formal, ele admitiu ser o proprietário da arma retida pela PMDF, confirmando que o equipamento costumava ficar armazenado em sua residência, no condomínio Solar de Brasília.

Ao justificar a posse do armamento mesmo durante o cumprimento de sua pena, Bolsonaro declarou às autoridades que mora com “três mulheres em casa” e argumentou que “não podia ficar desarmado”.


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