Alexandre de Moraes nega visita de assessor de Trump a Bolsonaro na prisão
Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, proibiu nesta quinta-feira (12) a visita do assessor norte-americano Darren Beattie ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
A visita estava inicialmente autorizada pelo próprio Moraes e prevista para o dia 18 de março. No entanto, o ministro voltou atrás após receber informações do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).
Segundo o Itamaraty, Beattie não tem agenda diplomática oficial no Brasil. O visto concedido ao assessor do governo de Donald Trump foi solicitado apenas para participação em um evento sobre minerais críticos em São Paulo, organizado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham).
De acordo com o ministério, no pedido de visto não havia qualquer menção à intenção de visitar Bolsonaro ou realizar outros encontros fora do evento.
Na nova decisão, Moraes afirmou que a visita não faz parte do motivo que justificou a entrada de Beattie no país e também não foi comunicada previamente às autoridades diplomáticas brasileiras.
O ministro destacou ainda que o visto concedido ao assessor norte-americano não tinha qualquer relação com uma possível visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro no sistema penitenciário brasileiro.
Quem é Darren Beattie
Darren Beattie atua desde fevereiro como assessor sênior no Departamento de Estado dos Estados Unidos, ligado ao governo de Donald Trump. Ele participa da definição da política americana em relação ao Brasil.
Beattie também é conhecido por críticas frequentes a Alexandre de Moraes. No ano passado, quando o ministro chegou a ser incluído na chamada Lei Magnitsky, mecanismo usado pelos EUA para punir autoridades acusadas de violações de direitos, o assessor afirmou que Moraes seria o “principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores”.
As sanções impostas ao ministro acabaram sendo retiradas após uma conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.



