Agroterrorismo: saiba como militantes petistas usaram a praga do Cacau para escravizar politicamente a Bahia; veja vídeo
Brasil – A crise brutal da vassoura-de-bruxa transformou a história econômica do sul da Bahia para sempre. Inicialmente, a doença gravíssima atingiu as grandes plantações de cacau a partir do ano de 1989. De fato, a praga devastou lavouras inteiras, comprometeu milhares de empregos e abalou uma cadeia produtiva robusta. Em 2006, uma reportagem investigativa da revista Veja trouxe uma denúncia explosiva. Na prática, o senhor Luiz Henrique Franco Timóteo, então com 54 anos, afirmou ter participado de uma operação de sabotagem agrícola. Consequentemente, ele acusou abertamente militantes de esquerda ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT). A versão apontava para um plano cruel destinado a enfraquecer economicamente os grandes produtores regionais.
Uma Região Rica que Entrou em Colapso
Durante muitas décadas, o cacau sustentou a economia baiana de forma sólida. Municípios como Ilhéus, Itabuna e Uruçuca se desenvolveram vigorosamente em torno das fazendas. A riqueza gerada pelas exportações dava aos produtores rurais uma forte influência política. Segundo o relato de Timóteo, a esquerda via essa independência financeira como um obstáculo enorme. A temida vassoura-de-bruxa é causada pelo fungo letal Moniliophthora perniciosa. A doença provoca deformações severas nos brotos e mata a produção dos cacaueiros.
Em seguida, as autoridades registraram o primeiro foco oficial em 22 de maio de 1989, na cidade de Uruçuca. Dessa forma, a doença se espalhou velozmente por todo o território. Estudos acadêmicos atestam o tamanho astronômico do prejuízo econômico no campo. A região produziu 387.662 toneladas de cacau na safra de 1986/1987. No entanto, o volume desabou para míseras 96.038 toneladas na virada para o ano 2000. Paralelamente, o Brasil deixou de ser um dos maiores exportadores do mundo e passou a importar cacau para sobreviver.
A Denúncia Sombria da “Operação Cruzeiro do Sul”
Na reportagem publicada em junho de 2006, o delator revelou detalhes assustadores. Timóteo concedeu quatro entrevistas detalhadas e descreveu a suposta operação clandestina da militância esquerdista. O grupo radical teria batizado a ação criminosa de “Operação Cruzeiro do Sul”. O objetivo principal era atingir a base dos chamados “barões do cacau” implacavelmente. De acordo com as informações publicadas, os militantes planejaram buscar ramos contaminados na região amazônica.
O próprio Timóteo viajou de ônibus até Rondônia para transportar os galhos infectados em sacos plásticos. Posteriormente, ele entregava o material para outras pessoas realizarem a distribuição criminosa nas plantações. Além disso, as viagens se repetiram por anos e só terminaram em 1992. O primeiro alvo da sabotagem biológica foi a fazenda de Francisco Lima Filho, o Chico Lima. Produtor rural e adversário político da esquerda, ele teve o primeiro foco da praga identificado em suas terras. Na época, um saco suspeito com material contaminado chegou a aparecer em uma instalação da Ceplac.
Os Acusados pelo Agroterrorismo no Cacau
Na narrativa exposta, Timóteo atribuiu a grande organização da sabotagem a Geraldo Simões. Ele também citou nomes conhecidos, como Everaldo Anunciação, Wellington Duarte, Eliezer Correia e Jonas Nascimento. A reportagem descreveu esses homens como militantes do PT e funcionários vinculados à Ceplac. Em seguida, a revista relatou que alguns deles ocuparam cargos públicos relevantes na administração agrícola da Bahia.
As pessoas citadas negaram categoricamente qualquer tipo de participação no agroterrorismo. Geraldo Simões classificou a história macabra como puramente fantasiosa. Outros entrevistados rejeitaram as graves acusações e alguns afirmaram não conhecer o denunciante pessoalmente. Contudo, a gravidade dos relatos obrigou as autoridades a investigarem o cenário a fundo.
A Investigação Oficial e a Comprovação da Sabotagem
A Polícia Federal investigou a forte hipótese de sabotagem nas fazendas. Quase quatro décadas após o início do pesadelo, os documentos oficiais trouxeram uma conclusão processual estarrecedora. Ao pedir o arquivamento do caso em 2007, o Ministério Público atestou uma dura verdade. Os promotores afirmaram expressamente que o fungo da vassoura-de-bruxa não se espalhou por mero acidente na natureza. De fato, a praga avançou por ação dolosa e intencional humana.
Portanto, a sabotagem existiu e o Estado a reconheceu institucionalmente. O arquivamento criminal ocorreu por causa de dois fatores jurídicos específicos. Primeiro, os investigadores alegaram que as provas contra os servidores ligados ao PT eram frágeis. Em segundo lugar, o crime em questão já estava totalmente prescrito pela lei brasileira. Dessa forma, a história consolidou a introdução da praga como um ato deliberado de destruição econômica. As falhas da justiça garantiram a impunidade absoluta dos mandantes.

O Colapso e a Nova Escravidão Política no Estado
O desfecho institucional selou um novo e triste cenário político na Bahia. A transição de poder no sul do estado ocorreu em cima da ruína da economia cacaueira. A devastação das lavouras gerou um enorme passivo estimado em cerca de R$ 800 milhões. Consequentemente, essa dívida impagável inviabilizou a recuperação do setor e espantou novos investidores. A dimensão do desastre humano foi imensurável, custando aproximadamente 200 mil postos de trabalho perdidos.
Com a falência estrutural das fazendas, a região enfrentou um empobrecimento agudo da população. É nesse lamentável cenário de terra arrasada que as novas forças políticas da esquerda consolidaram a sua hegemonia estadual em 2006. Em suma, a miséria e a vulnerabilidade social alteraram a dinâmica das cidades drasticamente. O PT substituiu a antiga independência financeira do povo por uma estrutura de forte dependência de programas de assistência do governo. Por fim, esse cruel plano escravizou o eleitorado local e reconfigurou as relações de poder no estado até os dias atuais.
Fontes e referências para contextualização:
• Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri), notícia de 22 de outubro de 2007 sobre o pedido de arquivamento da investigação:
https://www.ba.gov.br/seagri/noticias/2007/10/22/investiga%C3%A7%C3%A3o-deve-ser-arquivada
• Senado Federal, pronunciamento do senador César Borges em 20 de junho de 2006:
https://www25.senado.leg.br/web/atividade/pronunciamentos/-/p/pronunciamento/363119
• Artigo científico “Fungos, fazendeiros e cientistas em luta contra a vassoura-de-bruxa”, publicado em 2011 na revista Sociologias, disponível na plataforma SciELO.
Nota editorial: as acusações contra pessoas identificadas são atribuídas à reportagem de 2006 e não devem ser interpretadas como culpa judicialmente comprovada.
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