Acordo na mansão: Wilson Lima convoca deputados para reunião e escancara jogo de cartas marcadas

Manaus – Enquanto o povo amazonense luta para fechar as contas no fim do mês, os corredores do poder em Manaus pegaram fogo neste domingo (5). Em um movimento que cheira a desespero e pura articulação de gabinete, o ex-governador Wilson Lima (UB-AM) transformou sua residência de luxo em um verdadeiro “comitê de operações”.
O objetivo? Amarrar o destino político do estado entre quatro paredes, longe dos olhos do eleitor.
O “Time do Esquema” reunido
A cena beira o ridículo: o ex-governador reuniu a nata da sua base aliada na Assembleia Legislativa (ALEAM) para mostrar quem é que manda. Ao lado de Roberto Cidade (Presidente da ALEAM e governador interino) e do ex-vice Tadeu de Souza, Wilson Lima posou para fotos tentando vender uma imagem de “união”. Mas o que se vê, na verdade, é um grupo que se articula há tempos para manter o controle da máquina pública sob o mesmo comando.
Mudança de lado
O que mais chama a atenção é a presença de figuras que também ocupam outros palanques. Um dos destaques negativos é a deputada Alessandra Campêlo, já considerada candidata a vice na chapa de Omar Aziz, e agora aparece “fechada” no esquema de Wilson Lima.

A pergunta que fica para o cidadão comum é: onde foram parar as convicções políticas? Pelo visto, no grupo de Wilson Lima, o que vale é a conveniência do momento e a garantia de poder.
Quem estava no “banquete” político?
A lista de parlamentares que deixaram suas casas para prestar contas na casa do ex-governador é extensa e mostra o tamanho da influência que o grupo ainda exerce.
Sob o comando direto de Wilson Lima, marcaram presença os deputados Delegado Péricles, Wanderley Monteiro, Dr. Gomes, Mário César Filho, Débora Menezes, Felipe Souza e Cabo Maciel. Além deles, o próprio governador interino e presidente da ALEAM, Roberto Cidade, integrou a comitiva liderada por Wilson, que contou também com Alessandra Campelo, João Luiz, Thiago Abrahim, George Lins, Joana Darc, Cristiano D’Angelo, Carlinhos Bessa e Adjuto Afonso, todos devidamente alinhados à articulação política do ex-governador.
A conta sobra para população
Enquanto os “donos do poder” tomam café e decidem os próximos passos da política amazonense em reuniões de luxo, os problemas reais do estado continuam na fila de espera. Essa movimentação escancara que, para esse grupo, o importante não é o povo, mas sim garantir que o “esquema” continue funcionando sem interrupções.
É a velha política de sempre, maquiada de união, mas com o mesmo cheiro de mofo de quem só pensa em eleição. Até quando o Amazonas vai aceitar esse jogo de cartas marcadas?








