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A farra dos empréstimos: Dívida pública do Amazonas sobe para R$ 7,5 bilhões após gestão desastrosa de Wilson e Cidade

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A farra dos empréstimos: Dívida pública do Amazonas sobe para R$ 7,5 bilhões após gestão desastrosa de Wilson e Cidade

Amazonas — O Estado do Amazonas foi transformado em um verdadeiro balcão de endividamento público sob a batuta de Wilson Lima e de seu sucessor, Roberto Cidade (União Brasil). Maquiada por discursos de “capacidade de pagamento” e promessas de infraestrutura, a gestão financeira do estado escancara uma irresponsabilidade fiscal que compromete severamente o futuro dos amazonenses: a dívida pública saltou vertiginosamente de R$ 4,5 bilhões para alarmantes R$ 7,5 bilhões no período entre 2019 e 2025.

Durante esse período sombrio para as contas estaduais, foram contratados 11 empréstimos que, somados, chegam a R$ 5,86 bilhões e US$ 350 milhões (cerca de R$ 1,84 bilhão). A estratégia adotada revela uma gestão que, incapaz de administrar o orçamento de forma eficiente, apelou para a perigosa tática de contrair novas dívidas para pagar as antigas. É uma verdadeira “bola de neve” travestida de reestruturação fiscal para abrir espaço no orçamento.

O ex-governador Wilson Lima foi o grande arquiteto dessa herança maldita. Entre 2019 e 2024, período que abrangeu sua gestão, ele foi o responsável direto por contrair seis dos empréstimos com o Banco do Brasil que hoje asfixiam os cofres do estado. A fatura dessa gastança desenfreada chegou, e a “solução” do atual governador beira o absurdo.

Roberto Cidade, por sua vez, age como se a hipoteca do estado fosse motivo de orgulho. Ele se gaba da nota B+ dada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para justificar a farra do crédito e a rolagem da dívida. Em total naturalização do ato de afundar o estado em débitos, o governador declarou que o Amazonas “precisa contrair esses empréstimos”, tratando a situação como algo rotineiro.

A prova máxima do caos financeiro é a tentativa desesperada do governo atual de contrair mais US$ 585 milhões (cerca de R$ 3 bilhões) com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) com o único objetivo de quitar sete empréstimos anteriores com o Banco do Brasil. A manobra de Cidade empurraria o pagamento dessa dívida para as próximas duas décadas, esticando o prazo de quitação para até o ano de 2044. O custo de empurrar o problema com a barriga? Nada menos que US$ 307 milhões (aproximadamente R$ 1,58 bilhão) jogados ralo abaixo somente em juros. É o futuro do Amazonas sendo vendido para pagar a conta
da incompetência presente.

Quando a operação com o Banco Mundial fracassou e perdeu os prazos em Brasília, Roberto Cidade preferiu o vitimismo político à autocrítica. Em vez de reconhecer a temeridade de sua gestão, o governador culpou os senadores da República e a “velha política” por não ajudarem o Amazonas, lamentando a perda de uma suposta economia sem mencionar o brutal alongamento do prazo da dívida.

Como se não bastasse, a sanha por dinheiro emprestado não para. Recentemente, o governo estadual obteve autorização do Ministério da Fazenda para contrair mais um empréstimo de R$ 1,4 bilhão junto ao Banco do Brasil, atropelando até mesmo uma ação popular que tentou barrar a contratação na Justiça Federal.

O que Wilson Lima começou, Roberto Cidade acelera sem freios. Entre desculpas esfarrapadas e malabarismos financeiros, a dupla consolida um legado desastroso: o endividamento sufocante das futuras gerações para maquiar as contas do presente.


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