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“A bronca agora é com você”: moradores da Comunidade da Sharp cobram Roberto Cidade por obras paradas; veja vídeo

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“A bronca agora é com você”: moradores da Comunidade da Sharp cobram Roberto Cidade por obras paradas; veja vídeo

Manaus — A paciência chegou ao fim para as famílias que residem na Comunidade da Sharp e em bairros adjacentes. Nesta segunda-feira (13), um vídeo que circula entre os moradores escancarou a dura realidade de um canteiro de obras que, segundo a denúncia, encontra-se em total estado de abandono há oito meses. O problema crônico, no entanto, é uma ferida aberta que já dura oito anos.

Nas imagens, gravadas em frente às estruturas inacabadas e tapumes da intervenção estadual, um morador atua como porta-voz da indignação local. O alvo das críticas pela ausência de respostas foi a gestão de Wilson Lima, que, nas palavras do denunciante, “sumiu”. Com o cenário político em transição e os olhos voltados para o futuro do Executivo Estadual, a cobrança agora tem um novo destinatário direto: Roberto Cidade.

“Estamos precisando que o [próximo] governador, o Cidade, venha realizar a obra da Comunidade da Sharp. Vamos lá, Cidade! A bronca é com você agora!”, cravou o morador no registro.

Uma região inteira na espera

O impacto do abandono não se restringe apenas aos limites da Comunidade da Sharp, localizada no bairro Armando Mendes. O descaso afeta um complexo de áreas vizinhas que também aguardavam as melhorias de infraestrutura, saneamento e habitação.

Segundo a denúncia, o abandono atinge em cheio as seguintes localidades:

  • Comunidade da Sharp
  • Conjunto Industriário
  • Nova República
  • Quarentão do Japiim

Para quem vive nessas áreas, o contraste entre as placas do governo e o mato que cresce nos canteiros é um lembrete diário da ineficiência do poder público. O que deveria ser um projeto para garantir moradia digna e tirar famílias de áreas de risco de alagação, transformou-se em um transtorno prolongado.

A fala do morador (“oito anos parada a obra”) reflete o histórico de atrasos, paralisações e entraves burocráticos que marcam as intervenções urbanísticas naquela região (historicamente ligadas a programas como o Prosamim/Prosamut).

Ao transferir a responsabilidade (“a bronca”) para Roberto Cidade, a comunidade deixa claro que não aceitará mais justificativas do passado. A expectativa não é por novas promessas, mas pela presença de maquinário, trabalhadores e, sobretudo, a entrega das chaves e da infraestrutura que é de direito da população.

Resta saber se o apelo ecoará nos corredores da sede do Governo e se as obras da Comunidade da Sharp sairão, finalmente, do papel e do abandono. Para os moradores, o relógio já estourou o limite.


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