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Técnico de enfermagem confessa ter matado pacientes em UTI de hospital: “Quis aliviar o sofrimento”; veja vídeo

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Técnico de enfermagem confessa ter matado pacientes em UTI de hospital: “Quis aliviar o sofrimento”; veja vídeo

Brasil – O técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa, de 24 anos, confessou à Polícia Civil do Distrito Federal ter matado três pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Preso durante a Operação Anúbis, ele apresentou versões diferentes para justificar os crimes, afirmando ora que teria agido para “aliviar o sofrimento” das vítimas, ora que estava nervoso diante de um suposto tumulto na unidade de saúde.

Segundo as investigações, Marcos Vinícius inicialmente negou qualquer irregularidade e disse que apenas havia administrado medicamentos prescritos por médicos. A versão foi desmontada após a análise de imagens do circuito interno de segurança do hospital, que registraram toda a ação do técnico dentro da UTI.

Os vídeos mostram Marcos Vinícius acessando medicamentos, preparando substâncias e realizando aplicações sem qualquer prescrição médica. Confrontado com as imagens, ele acabou confessando os crimes de forma tranquila, segundo os investigadores, e admitiu que havia feito as aplicações.

Veja o vídeo: 

A Polícia Civil aponta que o técnico injetou substâncias não prescritas nos pacientes, que sofreram parada cardíaca pouco tempo depois. Para tentar mascarar a ação, Marcos Vinícius ainda realizava manobras de reanimação nas vítimas, enquanto outras profissionais permaneciam no local.

As vítimas foram identificadas como João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, de 33 anos, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos. A motivação exata dos assassinatos ainda é investigada.

Em alguns episódios, de acordo com a PCDF, Marcos Vinícius teria contado com a presença de duas técnicas de enfermagem, Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22. A polícia apura se houve participação direta ou omissão das profissionais.

O caso começou a ser investigado após denúncia do próprio Hospital Anchieta, que identificou circunstâncias consideradas atípicas nas mortes ocorridas na UTI. Em nota, a unidade informou que instaurou investigação interna e, com base nas evidências encontradas, solicitou a abertura de inquérito policial e a adoção de medidas cautelares, incluindo a prisão dos envolvidos, que já haviam sido desligados do quadro de funcionários.

O hospital afirmou ainda que colabora de forma irrestrita com as autoridades e se solidarizou com os familiares das vítimas, reafirmando o compromisso com a segurança dos pacientes e com o esclarecimento dos fatos.

Com informações do Metrópoles. 


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