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Saiba quem é a blogueira amazonense ‘Cavalona do Pó’, acusada de lavar dinheiro do tráfico com loja em Manaus

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Saiba quem é a blogueira amazonense ‘Cavalona do Pó’, acusada de lavar dinheiro do tráfico com loja em Manaus

Brasil  – A influenciadora amazonense Mirian Mônica da Silva Viana, conhecida nas redes sociais como “Cavalona do Pó”, que morava em Manaus e possui uma loja de calçados no Centro da capital amazonense, foi alvo da Operação Resina Oculta, que investiga um esquema milionário de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro por meio de empresas e plataformas ilegais de apostas.

Nas redes sociais, onde reúne mais de 50 mil seguidores, Mirian costumava exibir uma rotina de luxo, com viagens internacionais, hospedagens em hotéis de alto padrão, passeios de lancha e estadias em resorts. As publicações mostravam ainda roupas de grife e procedimentos estéticos, compondo uma imagem de alto poder aquisitivo.

De acordo com as investigações, o padrão de vida divulgado pela influenciadora não condizia com a renda formal declarada. A polícia suspeita que o conteúdo nas redes sociais também servia para dar aparência de prosperidade e legitimar recursos provenientes do tráfico de drogas.

A operação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (19) pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) e revelou um esquema que utilizava empresas de fachada, “laranjas” e plataformas clandestinas de apostas para lavar dinheiro obtido com a venda de haxixe, skunk e cocaína.

Segundo a polícia, uma loja de calçados ligada à influenciadora teria recebido, ao longo de 2025, transferências financeiras de traficantes do Distrito Federal, o que reforça a suspeita de que o estabelecimento funcionava como “lavanderia” de dinheiro do tráfico.

A investigação começou em outubro de 2025, após a apreensão de 47,4 kg de haxixe e 877 gramas de skunk no Distrito Federal. A partir do caso, os policiais descobriram uma rede criminosa estruturada que movimentava grandes quantias e utilizava cidades da região Norte, como Manaus, para circulação e ocultação de valores ilícitos.

No total, a operação cumpriu 41 mandados de busca e apreensão e nove de prisão, além do bloqueio de contas de 50 empresas e 12 pessoas físicas, com limite de até R$ 15 milhões por alvo, e o sequestro de sete veículos de luxo.

No caso de Mirian, a Justiça determinou prisão temporária e bloqueio de contas.

A Polícia Civil afirma que o esquema envolvia dezenas de pessoas e uma estrutura sofisticada de movimentação financeira do tráfico, e novas fases da operação não estão descartadas.

Prisão anterior

Mirian já havia sido presa em 15 de dezembro de 2025, em Rio Verde (GO), durante abordagem da Polícia Rodoviária Federal na BR-060. Dois veículos viajavam em conjunto:

  • Um Hyundai Creta, onde ela estava, atuava como “batedor”, monitorando possíveis fiscalizações
  • Um VW T-Cross, conduzido por outro investigado, transportava 29,7 kg de skunk escondidos nas portas e no porta-malas

O motorista do veículo com a droga afirmou que havia recebido o entorpecente em Manaus (AM) e que faria a entrega em Brasília mediante pagamento. Todos os envolvidos se conheciam e eram da mesma cidade, indicando atuação coordenada.


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