Relações íntimas com o crime: saiba quem é o promotor acusado de envolvimento sexual com mais de 20 detentos

Acre – O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) determinou, por unanimidade, o afastamento cautelar do promotor de Justiça Tales Fonseca Tranin, acusado de envolvimento sexual com detentos do sistema prisional no Acre. A decisão de afastamento foi expedida ainda no ano passado, no entanto, até o momento, não há informações públicas sobre o desfecho do caso.
As suspeitas apontam que Tranin teria mantido relações íntimas com pelo menos 20 presos, em sua maioria ligados a facções criminosas, durante inspeções em unidades carcerárias.

O caso repercutiu em todo o Brasil e gerou revolta devido ao suposto envolvimento de um promotor de Justiça com pessoas ligadas ao crime organizado. A defesa do promotor negou que ele tenha se aproveitado de seu acesso ao Complexo Penitenciário de Rio Branco para ter encontros com detentos.
“É absolutamente falso. É mentiroso afirmar que ele tenha tido contato sexual durante as inspeções. Isso não consta sequer como conjectura no processo administrativo”, afirmou a defesa.
Saiba quem é Tranin

Desde 2019, Tranin atuava na 4ª Promotoria Criminal de Execução Penal e Fiscalização de Presídios e foi figura central nas negociações durante a rebelião no Presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro, em Rio Branco, em julho de 2023.
Na ocasião, os próprios detentos exigiram a presença do promotor no presídio como uma das condições para que a rebelião chegasse ao fim. Após mais de 24 horas de negociação, os presos se renderam. A rebelião terminou com cinco detentos mortos, sendo três deles decapitados.
O procedimento contra Tranin foi aberto após solicitação do procurador-geral do Ministério Público do Acre (MP-AC), Danilo Lovisaro do Nascimento. A investigação foi autorizada pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), uma vez que o promotor possui foro por prerrogativa de função.








