Protagonismo Feminino: delegadas assumem o comando da Polícia Federal no Amazonas e em Pernambuco
Brasil – A imagem da segurança pública no Brasil, historicamente associada a uma liderança predominantemente masculina, ganha novos contornos e perspectivas neste início de fevereiro. Em um movimento que reforça a competência técnica aliada à representatividade, a Polícia Federal (PF) empossou duas mulheres para o comando de superintendências regionais estratégicas: Danielle de Meneses Oliveira Mady, no Amazonas, e Adriana Albuquerque de Vasconcelos, em Pernambuco.
As cerimônias, realizadas nos dias 11 e 5 de fevereiro, respectivamente, não foram apenas atos administrativos. Com a presença do diretor-geral substituto, William Marcel Murad, elas simbolizaram a consolidação da força feminina na linha de frente do combate ao crime organizado e na defesa dos interesses da União.
A Guardiã da Amazônia
No Amazonas, estado que hoje é palco de debates globais sobre preservação e soberania, a responsabilidade recai agora sobre os ombros da delegada Danielle Mady. Ao assumir o cargo na última quarta-feira (11/2), Danielle quebrou estereótipos ao se posicionar como a líder máxima da PF em uma região de desafios continentais.
Seu discurso de posse foi uma reafirmação de força e autonomia. Mady deixou claro que sua gestão será pautada pela “busca da verdade” e pela blindagem das equipes de investigação. Sob sua liderança, a PF no Amazonas tem a missão de enfrentar crimes pesados — como o tráfico de drogas e a corrupção — mas com um olhar aguçado para a proteção do bioma, combatendo crimes ambientais que ameaçam o futuro do planeta. É a liderança feminina exercendo papel decisivo na proteção da maior floresta tropical do mundo.
Liderança e Dever no Nordeste
Em Pernambuco, a posse da delegada Adriana Albuquerque de Vasconcelos, na quinta-feira (5/2), reforçou a presença de mulheres em cargos de decisão no Nordeste. Sucedendo o delegado Antônio de Pádua Vieira Cavalcanti, Adriana assume com a autoridade de quem conhece os desafios intrínsecos da atividade policial.
Durante a transmissão do cargo, a nova superintendente destacou o “senso de dever e engajamento”. Sua fala reflete uma característica marcante da liderança feminina contemporânea: a capacidade de aliar rigor técnico no enfrentamento ao crime organizado e financeiro com uma gestão humana e comprometida com os valores institucionais.
Um Novo Olhar para a Segurança
A ascensão de Danielle e Adriana envia uma mensagem poderosa para dentro e fora da instituição. Elas assumem com a missão de combater estruturas complexas de poder — como a ocultação de capitais e o tráfico de armas — provando que a “força” policial não é uma questão de gênero, mas de inteligência, estratégia e integridade.
“Ver mulheres ocupando as cadeiras principais de superintendências regionais inspira novas gerações de policiais e reafirma que a Polícia Federal é uma instituição plural, onde a competência é o único critério para o comando.”
Com focos que vão da preservação ambiental na Amazônia ao combate à corrupção em Pernambuco, as novas superintendentes mostram que o futuro da Polícia Federal também é feminino.


