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Policial que ameaçou arrancar a cabeça da ex-mulher foi presidente da Vitória Régia e faz parte da cúpula do Boi Garantido

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Policial que ameaçou arrancar a cabeça da ex-mulher foi presidente da Vitória Régia e faz parte da cúpula do Boi Garantido

Amazonas – O policial civil aposentado Divoney Perasa de Souza, alvo de um pedido de prisão após ameaçar decapitar a ex-companheira em Manaus, ocupa cargo de destaque no cenário cultural do Amazonas.

O Portal CM7 Brasil teve acesso à relação oficial da diretoria do Boi Garantido em 2026, que confirma Divoney Perasa de Souza como presidente administrativo. Ele continua ocupando o cargo mesmo após a repercussão do caso.

Além da atuação no boi-bumbá, ele também já ocupou cargo de liderança no Grêmio Recreativo Escola de Samba Vitória Régia. Em 2022, foi eleito presidente da escola de samba, mas o processo acabou anulado após disputas judiciais e questionamentos sobre irregularidades no pleito.

Histórico de violência contra a mulher 

No dia 7 de abril de 2026, Divoney foi acionado na Justiça por descumprimento de uma medida protetiva de urgência, e outra denúncia de janeiro deste ano, contra a mulher.

Não é a primeira vez que Divoney Perasa de Souza é alvo de denúncias de violência contra a mulher. Há denúncias de que ele já teria sido acusado de ameaçar ex-companheiras em outras ocasiões, incluindo relatos de perseguição e agressões.

Em um dos casos, a vítima procurou a Justiça e solicitou medidas protetivas. Há relatos de que ela teria sido mantida em situação de cárcere privado e agredida, conseguindo fugir e se abrigar em uma casa de proteção a mulheres por temer pela própria vida.

O caso mais recente ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo nas redes sociais, em que Divoney Perasa de Souza aparece fazendo ameaças explícitas contra a ex-mulher, dizendo que vai até “jogar bola” com a cabeça dela, o que gerou indignação e levou a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) emitir um mandado de prisão contra ele.

Suspeita de extorsão mediante sequestro

O caso atual se soma a um outro episódio recente envolvendo o nome de Divoney Perasa de Souza. Em janeiro de 2025, ele foi apontado pela Polícia Civil como suspeito de participação em um crime de extorsão mediante sequestro ocorrido em dezembro de 2024, na zona Norte de Manaus.

De acordo com as investigações, o policial aposentado teria atuado com outros quatro homens armados. O grupo abordou a vítima na saída de um restaurante e a obrigou, sob ameaça, a entrar no próprio veículo.

Durante o sequestro, a vítima foi agredida e forçada a realizar transferências bancárias via Pix. O prejuízo ultrapassou R$ 71 mil.

Segundo a polícia, parte dos envolvidos já foi identificada, incluindo um suspeito preso, enquanto outros ainda não foram formalmente reconhecidos.

Cargo de destaque no Boi Garantido

Diante da gravidade das ameaças, do histórico de denúncias de violência contra a mulher e da repercussão do caso, a permanência de Divoney Perasa de Souza em um dos principais cargos do Boi Garantido escancara uma contradição difícil de ignorar.

Por se tratar de uma das maiores expressões culturais do Amazonas, com visibilidade nacional, a permanência de um dirigente envolvido em denúncias graves de extrema violência com mulheres ganha ainda mais peso. Mesmo assim, até agora não há qualquer informação sobre afastamento nem posicionamento público sobre a continuidade dele na função.

E é aí que a situação pesa: como alguém com esse histórico continua ocupando um dos principais postos de uma das maiores referências culturais do estado?


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