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Polícia Federal investiga incêndio na UFPE com prejuízo estimado em R$ 100 milhões

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Polícia Federal investiga incêndio na UFPE com prejuízo estimado em R$ 100 milhões

Brasil — A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para apurar as causas e as circunstâncias de um incêndio que atingiu o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Nide) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), localizado na zona oeste do Recife, na noite de quarta-feira (7/10). O Corpo de Bombeiros informou que a rápida propagação das chamas causou grandes danos à estrutura, mas confirmou que ninguém ficou ferido no local.

O reitor da instituição, Alfredo Macedo Gomes, estimou que as perdas financeiras giram em torno de R$ 100 milhões. Segundo o gestor acadêmico, o andar superior do edifício foi completamente destruído, o que resultou em uma perda descrita como “irreparável” de dados equivalentes a 20 anos de pesquisa.

Entre os materiais consumidos pelo fogo estavam cerca de 80 dissertações e teses de doutorado, além de projetos voltados para estudos sobre câncer, obesidade, Covid-19, TDAH e autismo. O prédio abrigava laboratórios de informática, genética, inovação terapêutica e até laboratórios de segurança nível 3 (NB3). Apesar da magnitude do incidente, as atividades no campus foram mantidas normalmente na quinta-feira (8/10).

Uma equipe de peritos da PF foi enviada à universidade para examinar os escombros e ajudar a esclarecer como o fogo começou. O caso também mobilizou a Advocacia-Geral da União (AGU). O advogado-geral da União, Jorge Messias, expressou solidariedade à comunidade acadêmica e determinou que a Procuradoria-Geral Federal (PGF) instaure uma comissão de procuradores para acompanhar as apurações rigorosamente.

A universidade informou que este é o terceiro episódio do tipo registrado na instituição no intervalo de uma semana. O incêndio ocorreu um dia após estudantes da UFPE organizarem um ato em defesa da educação, da democracia e em apoio ao candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Diante do cenário político, o deputado federal eleito por Pernambuco, Jones Manoel (PSol), afirmou ter recebido denúncias de que estudantes haviam recebido ameaças direcionadas a departamentos da universidade horas antes da tragédia. Já a deputada federal eleita por Minas Gerais, Ana Elisa (PT), relacionou o incidente ao clima de tensão política do período eleitoral e teceu críticas ao candidato Flávio Bolsonaro (PL).

Nas redes sociais, o economista e influenciador Gil do Vigor, formado pela UFPE, também se manifestou. Ele lamentou a sequência de incêndios no campus, classificou a situação como “absurda” e cobrou das autoridades uma investigação detalhada para apurar se os atos tiveram motivação criminosa.


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