PF e ICMBio destroem frota do garimpo ilegal em Manaus e aplicam R$ 1,6 milhão em multas
Manaus – A Polícia Federal (PF), em uma ação conjunta com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), desferiu um duro golpe contra a exploração mineral clandestina no interior do Amazonas. Os resultados da Operação Pirá’ákãg, divulgados nesta segunda-feira (14) a partir de Manaus, revelam o desmantelamento de uma megaestrutura criminosa que atuava no coração da floresta, dentro da Estação Ecológica Juami-Japurá, uma unidade de conservação federal.
A ofensiva ambiental, que ocorreu em campo entre os dias 9 e 13 de julho, teve como foco principal cessar os danos ambientais e retirar as estruturas utilizadas pelos criminosos. O saldo da operação evidencia a força logística do garimpo ilegal na região: as equipes apreenderam ou inutilizaram 11 dragas de grande porte, fundamentais para a extração predatória nos rios amazônicos.
Além das dragas, uma verdadeira frota clandestina foi tirada de circulação. As forças de segurança apreenderam e inutilizaram três rebocadores de metal, três botes de alumínio, três motores de popa, uma lancha, uma balsa do tipo poitera e quatro embarcações diversas (duas não especificadas, uma regional de madeira e uma exclusiva para transporte de carga).
Para sufocar a operação criminosa, as autoridades também cortaram o suprimento de energia dos garimpeiros. Foram confiscados cerca de 48 mil litros de combustível, além da inutilização de três motores a diesel e dois geradores de energia.
No âmbito das sanções administrativas, a ofensiva resultou em três autos de infração ambiental, culminando em multas pesadas que, somadas, alcançam a marca de R$ 1.622.800,00. Apesar do vasto maquinário apreendido e da dimensão milionária do prejuízo causado ao garimpo ilegal, a Polícia Federal informou que nenhum suspeito foi preso durante a ação.
A Operação Pirá’ákãg reforça o cerco das autoridades ambientais e de segurança na proteção de áreas de preservação no Amazonas, buscando frear a contaminação dos rios e o desmatamento promovidos pela febre do ouro na região.

