Operação detalha como Delegado John Castilho orquestrou roubo de quase R$ 23 milhões em ouro; veja vídeo

Brasil – A Polícia Civil de Roraima (PCRR) divulgou novos detalhes e registros da operação que desarticulou uma organização criminosa interestadual especializada no roubo de ouro. O esquema, marcado por uma falsa batida policial em Boa Vista (RR), culminou na prisão de agentes de segurança pública, incluindo o delegado do Amazonas, John Allan Cunha Castilho, preso preventivamente nesta quarta-feira (26).
Em vídeo divulgado pela corporação, o delegado Hugo Cardias, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO/RR), explicou como a quadrilha estruturou o roubo milionário e detalhou o bloqueio de bens dos envolvidos.
A Conexão Familiar e a Fuga
Segundo as apurações, o crime foi orquestrado em família. O mentor intelectual foi o influenciador digital Ivan Luiz Bastos Guimarães, o “Itz Ivan”, que residia em Boa Vista e facilitou o encontro com os garimpeiros em sua própria casa.
Para executar o roubo, o influenciador acionou seu primo, o delegado amazonense John Castilho. O delegado, por sua vez, recrutou o investigador Diego Gabriel (também do Amazonas) para fazer a ponte com policiais civis de Roraima. Juntos, eles simularam uma apreensão oficial. Após o crime, o influenciador fugiu e estabeleceu residência em Santa Catarina, onde foi capturado na primeira fase da operação.
Imagens Exclusivas da Operação
As imagens da ação desta quarta-feira mostram o momento em que os agentes cumpriam os mandados judiciais. A operação mobilizou viaturas descaracterizadas e equipes fortemente armadas:
- Aparato Tático: Homens do GRT (Grupo de Resposta Tática) e agentes com coletes da DRACO realizaram o cerco.
- Alvo de Alto Padrão: As buscas ocorreram em uma residência moderna e de alto padrão, evidenciando o poderio econômico e o estilo de vida dos alvos investigados pela polícia.



As investigações, iniciadas em março pela Corregedoria-Geral e assumidas pela DRACO, revelaram que o prejuízo foi ainda maior do que o inicialmente reportado. Contabilizando os cerca de 30 quilos de ouro e o dinheiro em espécie subtraídos durante a falsa blitz policial, o valor roubado ultrapassa a marca de R$ 22 milhões.
Como resposta imediata para descapitalizar a organização criminosa, a PCRR conseguiu na Justiça o bloqueio de R$ 12 milhões nas contas bancárias dos oito suspeitos identificados no inquérito. A medida afetou, principalmente, as contas do influenciador preso no Sul do país.
“Conseguimos arrecadar muitos e fortes elementos de prova. Fica a lição e mostra que ninguém está acima da lei. A Polícia Civil está aqui para trabalhar e demonstrar que qualquer pessoa que ousar transgredir a lei, nós vamos atuar,” finalizou o delegado Hugo Cardias, anunciando a conclusão do inquérito policial.


