Operação apreende mais de 4 toneladas de drogas, armas e lancha blindada no interior do Amazonas; veja vídeo

Amazonas – Uma operação integrada das forças de segurança do Amazonas resultou na apreensão de aproximadamente 4,5 toneladas de maconha do tipo skunk, três fuzis AK-47, duas metralhadoras M60, quase 6 mil munições e 45 carregadores. O material estava em uma lancha semiblindada equipada com seis motores de 250 HP, localizada nas proximidades do município de Codajás, no interior do Amazonas.
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A ação foi resultado de um trabalho conjunto de inteligência envolvendo o Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICO) e o Dirangro, do Peru. Segundo as autoridades, a embarcação já vinha sendo monitorada havia aproximadamente quatro meses.

Após receberem informações sobre a localização da lancha, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) deslocaram-se pelo rio Solimões para realizar a abordagem. Durante a operação, houve uma intensa troca de tiros entre os policiais e os suspeitos, que abandonaram a embarcação e fugiram pela mata e pelos rios.
Apesar da fuga dos criminosos, as equipes conseguiram apreender todo o material. Segundo os policiais, a embarcação era semiblindada e tinha potência suficiente para alcançar aproximadamente 110 km/h, considerando o peso transportado.
O arsenal apreendido é considerado de guerra e, segundo as autoridades, seria utilizado por organizações criminosas para ameaçar, dominar territórios e enfrentar as forças de segurança. Entre os armamentos estão duas metralhadoras M60, de alto poder de fogo, além dos três fuzis AK-47.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a apreensão representa um prejuízo estimado em mais de R$ 93 milhões ao crime organizado. A operação também é considerada a segunda maior apreensão de drogas da história do Amazonas e a maior embarcação apreendida pelas forças de segurança do Estado.
As autoridades afirmaram ainda que a droga teria origem na região da tríplice fronteira, área que envolve Brasil, Peru e Colômbia. O Amazonas é apontado como uma das principais portas de entrada de entorpecentes que posteriormente são distribuídos para outras regiões do Brasil e também para o exterior.
Segundo o comandante do Bope, major Leme, informações de inteligência indicavam que a embarcação poderia estar relacionada a um grupo de aproximadamente oito narcotraficantes. A equipe especializada utilizou técnicas de operações especiais para realizar a abordagem e apreender o material. As investigações continuam para identificar e localizar os suspeitos que conseguiram fugir durante o confronto.

