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Obesidade dos pacientes pode ter motivado os ‘Psicopatas da Saúde’; veja vídeo

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Obesidade dos pacientes pode ter motivado os ‘Psicopatas da Saúde’; veja vídeo

Brasil – Uma investigação macabra conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), batizada de Operação Anúbis, revelou um esquema de assassinatos dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Três técnicos de enfermagem foram presos acusados de matar, de forma deliberada e cruel, ao menos três pacientes. Um detalhe, porém, chamou a atenção dos investigadores: todas as vítimas confirmadas eram obesas, levantando a suspeita de que essa característica física pode ter motivado a escolha dos alvos pelos criminosos.

Os suspeitos foram identificados como Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo (24 anos), apontado como o executor principal; Amanda Rodrigues de Sousa (28 anos), amiga de longa data de Marcos; e Marcela Camilly Alves da Silva (22 anos), estagiária recém-chegada à instituição.

Quem são os “Anjos da Morte”

O perfil dos acusados nas redes sociais contrastava drasticamente com a brutalidade dos crimes. Marcos Vinícius, que atuava na enfermagem há cinco anos, apresentava-se como um homem de família, casado e membro ativo da Congregação Cristã no Brasil. Além de técnico, ele era estudante de fisioterapia. O que causa ainda mais espanto é que, após ser demitido do Hospital Anchieta devido às suspeitas levantadas pela Comissão de Óbitos, Marcos conseguiu um novo emprego rapidamente, passando a atuar em uma UTI neonatal de outra rede particular, cuidando de recém-nascidos.

Amanda Rodrigues, que trabalhava em outro setor do hospital mas frequentava a UTI para dar cobertura aos crimes, define-se no Instagram como mãe, cristã, intensivista e instrumentadora cirúrgica. Ela também chegou a atuar no Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), por oito dias, em 2020, durante a pandemia de Covid-19.

Já Marcela Camilly, de apenas 22 anos, havia sido aprovada em um processo seletivo de jovem aprendiz em 2022 e recebia instruções de Marcos. Segundo a polícia, enquanto o homem executava as vítimas, as duas mulheres atuavam com negligência ou vigiavam os corredores, omitindo socorro enquanto observavam os monitores cardíacos indicarem a morte dos pacientes.

Crueldade extrema: Desinfetante na veia

O modus operandi do grupo envolvia a administração de medicamentos controlados em altas doses, utilizando logins de médicos que já não trabalhavam mais no hospital para burlar o sistema.

No entanto, em um dos casos mais chocantes relatados pela investigação, o método medicamentoso falhou. Diante da resistência de uma paciente idosa de 75 anos — que sobreviveu a quatro paradas cardíacas provocadas pelas injeções —, Marcos recorreu à tortura química. Sem conseguir liberar mais remédios pelo sistema, o técnico injetou desinfetante hospitalar (agente químico corrosivo) diretamente na veia da vítima, levando-a ao óbito após agonia extrema.

Investigação amplia escopo: Possível massacre

Embora três mortes tenham sido confirmadas (Marcos Raimundo, João Clemente e Miranilde Pereira), a Polícia Civil trabalha com a hipótese de um massacre muito maior. Estão sendo analisados cerca de 20 laudos de óbitos ocorridos entre novembro e dezembro de 2025, período em que o trio atuou em conjunto. Exumações não estão descartadas.

A motivação exata ainda é um quebra-cabeça, mas a polícia indetifiou um padrão: todas as vítimas confirmadas eram ‘gordinhas’. Enquanto a polícia investiga a conexão com a obesidade — sugerindo um possível traço de psicopatia ou ódio direcionado —, também são apuradas outras hipóteses.

Vítimas

As vítimas foram identificadas como:

– João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb;

– Marcos Moreira, 33 anos, servidor dos Correios e pai de uma menina de 5 anos;

– A terceira vítima é a professora Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos. Segundo a investigação policial, o técnico preso injetou desinfetante na mulher.

Indiciamento

O trio responderá por homicídio doloso qualificado por meio insidioso e impossibilidade de defesa das vítimas, uma vez que os pacientes estavam acamados e confiavam que recebiam tratamento médico.

Marcos Vinícius responderá pelos três crimes.

Amanda e Marcela responderão por coautoria em dois casos, visto que não estavam presentes em uma das ocorrências.

Se condenados, a pena para cada crime varia de 12 a 30 anos de prisão.

Assista abaixo à análise completa do caso e as imagens do momento da prisão:

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