O mistério do desaparecimento das crianças em Bacabal: caso completa 1 mês sem novas pistas; buscas continuam; vídeo
Brasil – Há um mês, no dia 4 de janeiro de 2026, os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desapareceram após saírem para brincar no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão. Eles estavam acompanhados do primo Anderson Kauan, de 8 anos, que foi encontrado três dias depois, em 7 de janeiro, por carroceiros em uma estrada no povoado Santa Rosa. Apesar dos esforços intensos de busca e investigação, as duas crianças menores permanecem desaparecidas, deixando a família e a comunidade em angústia.

A investigação é conduzida por uma comissão especial da Polícia Civil, formada por dois delegados de São Luís e uma delegada de Bacabal, com um inquérito que já ultrapassa 200 páginas. O delegado-geral adjunto operacional da Polícia Civil, Ederson Martins, afirmou que o trabalho é “robusto”, com dezenas de depoimentos coletados, reconstruções de trajetos e análises técnicas realizadas. Ele destacou que todas as linhas de investigação estão sendo exploradas, mas sem conclusão até o momento, e evitou divulgar detalhes para não comprometer o processo.
As buscas envolveram mais de mil pessoas, incluindo equipes do Corpo de Bombeiros, Exército Brasileiro, Marinha, Polícia Militar e voluntários, percorrendo mais de 200 quilômetros por terra, água e mata fechada. Tecnologias como drones com câmeras termais, cães farejadores, mergulhadores, botes, lanchas e side scan sonar no rio Mearim foram empregadas para detectar qualquer vestígio. No dia 23 de janeiro, as varreduras em mata foram reduzidas, com foco maior na apuração policial, mas as equipes seguem em prontidão para retomar ações em pontos específicos se novos indícios surgirem.
Anderson Kauan, o primo resgatado, contribuiu com detalhes cruciais após autorização judicial. Ele relatou que as crianças saíram para colher maracujá, entraram em um caminho alternativo na mata para evitar um tio e se perderam, sem acompanhamento de adultos ou acesso a alimentos. Uma pista importante foi a “casa caída”, uma estrutura abandonada onde eles se abrigaram brevemente antes da separação. Os cães farejadores confirmaram o cheiro das três crianças no local, a cerca de 3,5 km em linha reta da comunidade (ou até 12 km considerando obstáculos).
Em meio à persistência das operações, o prefeito de Bacabal, Roberto Costa, anunciou, em 9 de janeiro, uma recompensa de R$ 20 mil por informações concretas que levem ao paradeiro das crianças, incentivando a população a colaborar anonimamente via disque-denúncia (181). A oferta, sugerida inicialmente por um repórter local e mantida pela prefeitura, reflete o compromisso das autoridades municipais em não desistir das buscas, com o contingente de forças de segurança sendo ampliado progressivamente, chegando a 260 policiais em certos momentos.
A mãe das crianças, Clarice Cardoso, expressou sua dor em entrevista: “Não desejo pra ninguém essa dor”, destacando a angústia da família em meio à falta de respostas. Autoridades alertam que fake news, como boatos sobre envolvimento da família ou vendas das crianças, atrapalham as investigações e colocam os parentes em risco, desmentindo qualquer indício contra a mãe ou o padrasto.
O protocolo Amber Alert foi ativado pelo Ministério da Justiça, divulgando alertas em redes sociais como Facebook e Instagram em um raio de 200 km, com dados das vítimas e canais para denúncias. Relatos de crianças vistas em outros locais, como São Paulo, foram descartados.
Cronologia do Caso
– 4 de janeiro: As três crianças desaparecem no quilombo.
– 7 de janeiro: Anderson Kauan é encontrado.
– 9 de janeiro: Prefeito anuncia recompensa de R$ 20 mil.
– Dias iniciais a 20 de janeiro: Buscas intensas com forças federais e estaduais, incluindo sonar no rio Mearim.
– 23 de janeiro: Redução de buscas em mata e foco em investigação.
– 4 de fevereiro: Caso completa um mês sem pistas.
As buscas e investigações seguem em andamento, com uma força-tarefa da Polícia Civil analisando depoimentos, reconstruções de trajetos e relatórios de equipes envolvidas, mas sem conclusão até o momento.
A mãe das crianças, Clarice Cardoso, expressou sua angústia em entrevistas recentes, descrevendo a dor como “insuportável” e fazendo apelos por qualquer informação que possa ajudar. A família e a comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos permanecem em vigília, enquanto autoridades desmentem boatos nas redes sociais que atrapalham o processo.
As operações envolveram mais de mil pessoas, tecnologias como drones, sonar e cães farejadores, mas as varreduras em mata foram reduzidas desde o final de janeiro, com foco na apuração policial. A recompensa de R$ 20 mil oferecida pelo prefeito Roberto Costa por informações concretas continua válida.
Qualquer dado relevante pode ser repassado anonimamente à Polícia Civil pelo disque-denúncia (181) ou outros canais oficiais.


