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MPAM pede suspensão dos registros profissionais de médica e técnica de enfermagem envolvidas na morte de Benício

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MPAM pede suspensão dos registros profissionais de médica e técnica de enfermagem envolvidas na morte de Benício

Manaus – O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) recomendou a suspensão imediata do exercício profissional da médica Juliana Brasil Santos e da técnica de enfermagem Raiza Marinho, ambas responsáveis pelo atendimento do menino Benício Xavier de Freitas, de seis anos, que morreu no Hospital Santa Júlia após receber uma dose de adrenalina muito acima do recomendado. A manifestação foi assinada pelo promotor Fabrício Santos de Almeida.

O parecer do MP-AM foi apresentado no processo que analisa o pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Civil contra a médica. Embora o órgão tenha se posicionado contra a prisão e também rejeitado o pedido de busca e apreensão, o promotor defendeu a aplicação de medidas cautelares rigorosas para evitar novos riscos.

  • Entre as medidas sugeridas estão:
  • Suspensão do exercício profissional junto aos Conselhos Regional e Federal de Medicina;
  • Comparecimento periódico em juízo para informar atividades;
  • Proibição de aproximação da família da vítima;
  • Impedimento de deixar Manaus sem autorização judicial.

As recomendações também se estendem à técnica de enfermagem que aplicou o medicamento em Benício, identificada posteriormente pela polícia. No parecer, ela é citada como “a enfermeira que aplicou a adrenalina na vítima”, já que seu nome ainda não constava no pedido inicial da Polícia Civil.

A Polícia sustenta que, em liberdade, as profissionais poderiam colocar outros pacientes em risco, apontando para o que classificou como “erro grosseiro” no atendimento prestado ao menino. O delegado Marcelo Martins, responsável pelo pedido de prisão preventiva, argumentou que houve homicídio qualificado com dolo eventual — quando o autor assume o risco de causar o resultado — e meio cruel, devido ao sofrimento provocado pela overdose aplicada.

O caso segue sob análise da 1ª Vara do Tribunal do Júri, sob responsabilidade do juiz Fábio César Olintho, que decidirá sobre as medidas cabíveis nos próximos dias. A morte de Benício continua repercutindo fortemente e mobilizando autoridades, enquanto a investigação busca esclarecer por completo as circunstâncias do atendimento que levou ao desfecho trágico.



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