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Mandante, “faccionário” e obcecado pela própria filha: saiba quem é o influencer Ayrton Simões, o polêmico ‘Paizão Raiz’ de Manacapuru; veja vídeo

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Mandante, “faccionário” e obcecado pela própria filha: saiba quem é o influencer Ayrton Simões, o polêmico ‘Paizão Raiz’ de Manacapuru; veja vídeo

Amazonas – Manacapuru, o tradicional município do interior do Amazonas, tornou-se o epicentro de uma das histórias mais sombrias e revoltantes da era digital recente. No centro deste furacão está o influenciador e empresário Ayrton Simões da Rocha Filho, conhecido na internet pelo perfil @opaizaoraiz. O que antes era uma vitrine de exposição da rotina e vida em família, negócios e paternidade, desmoronou publicamente, revelando um roteiro assustador de perseguição obsessiva, violência doméstica,  suposto envolvimento com o crime organizado, e comportamento moralmente condenável com a própria filha e, mais recentemente, a acusação de encomendar um assassinato.

A queda meteórica do “Paizão Raiz” expõe como as redes sociais podem servir de escudo para esconder personalidades perigosas. Abaixo, dissecamos a cronologia de escândalos que transformaram o influenciador no homem mais repudiado de Manacapuru.

O Estopim: Perseguição, ameaças e a máscara de “Paulo”

A teia de crimes atribuída a Ayrton começou a ser oficialmente desvendada em março de 2026, através do Inquérito Policial Nº 8349/2026, conduzido pela 1ª Delegacia Interativa de Polícia Civil de Manacapuru. Os alvos da fúria do influenciador foram o casal em Manacapuru, identificados como Patrick e Mayara.

Tudo começou com uma suposição de infidelidade. Ayrton passou a acreditar que Patrick estava “dando em cima” de sua esposa, Karina. Em vez de lidar com a situação de forma racional, o influenciador iniciou uma campanha de terror psicológico e ameaças de morte. Ele foi até a porta da casa do casal, buzinando histericamente e gritando ofensas como “vem aqui fora que eu vou te quebrar na porrada, seu marica”. Não satisfeito, Ayrton usou seu perfil no Instagram para expor a vítima, chamando-o de “talarico” e ofendendo publicamente também a esposa de Patrick.

Mas a situação era ainda mais grave nos bastidores. Utilizando o nome falso de “Paulo”, Ayrton enviou mensagens e áudios intimidatórios para Mayara, afirmando conhecer sua rotina, horários da faculdade e trajeto de ônibus. O caso levou ao indiciamento de Ayrton pelos crimes de Ameaça (Art. 147), Injúria (Art. 140) e Difamação (Art. 139), com agravantes por terem sido disseminados na internet.

A Confissão em áudio: Violência doméstica e o vínculo faccionado

Se o Inquérito Policial já desenhava um homem perigoso, o vazamento do áudio da ligação entre Ayrton (ainda se passando por “Paulo”) e Mayara chocou a internet pela frieza e crueldade de suas próprias palavras.

Durante a gravação, ao ser questionado por Mayara sobre quem ele era e sobre o perfil de sua esposa no Instagram, Ayrton confessa, sem qualquer pudor, ter espancado a própria mulher. “Ela não tem mais Instagram não, mulher. Eu dei-lhe um pau nela, ela tá com a cara… pegou um pau meu, tá toda roxa, tu tá entendendo? Excluiu todas as contas dela”, disparou o influenciador.

No mesmo áudio, ele tenta aterrorizar Mayara usando o crime organizado como arma de intimidação, confessando associação ao tráfico: “O teu marido ele se meteu numa furada, porque eu sou faccionário(SIC), tu tá entendendo? E ele não sabe disso. Vai dar uma merda do caralho em Manacapuru pra ele”.

As declarações destruíram qualquer resquício da imagem de homem de bem. O áudio vazado revelou um agressor doméstico confesso, que usa a violência física para controlar a esposa e o suposto status de faccionado para coagir desafetos.

A tentativa de homicídio

O comportamento violento e as ameaças de Ayrton, infelizmente, saíram do campo virtual e resultaram em derramamento de sangue real. Na última quinta-feira, 10 de julho de 2026, a Polícia Civil do Amazonas prendeu o influenciador. A acusação é gravíssima: Ayrton é apontado como o mandante de um atropelamento intencional nas ruas do bairro da Liberdade.

As investigações do delegado Rodrigo Monfroni apontam que Ayrton, movido por um desentendimento anterior, ordenou que seu próprio irmão executasse um desafeto usando um carro. No entanto, o plano macabro resultou em uma tragédia de erros. O executor confundiu os alvos por causa da cor da motocicleta.

O fotógrafo Júnior Barreto, um trabalhador inocente que apenas passava pelo local em uma moto vermelha, foi brutalmente atingido em cheio pelo veículo. Câmeras de segurança registraram a covardia do ato e a fuga imediata do motorista, sem prestar socorro.

O Tribunal da internet e as análises perturbadoras: Posse e controle

Enquanto a polícia lidava com o lado criminal, a internet já vinha julgando Ayrton por atitudes moralmente assustadoras. Vídeos postados pelo próprio influenciador demonstrando uma intimidade forçada com sua filha viralizaram, e os internautas não perdoaram, dissecando cada fala de Ayrton e apontando traços claros de abuso psicológico, controle coercitivo e narcisismo.

O que mais chocou o público foi um momento apontado por diversos usuários como um clássico ato falho freudiano. “Vocês repararam que ele quase diz ‘quando um homem bate o olho na minha mulher’ e depois conserta pra ‘filha’?”, escreveu um usuário no Instagram, destacando o momento em que Ayrton projeta seu olhar masculino sobre a jovem.

A invasão dos limites físicos também foi alvo de repulsa generalizada. Em outro trecho do vídeo, Ayrton obriga a filha a confirmar que ele “cheira o suvaco e o pescoço dela toda noite”. A cena da jovem rindo de forma visivelmente constrangida gerou indignação. “Dizer que cheira o pescoço de uma jovem de 18 anos toda noite? Isso passa muito do afeto paterno e entra em um território invasivo e doentio. A linguagem corporal dela grita socorro”, disparou uma internauta.

“Acabou pra ti”: Isolamento e o complexo de Messias

Nos comentários, usuários também identificaram táticas severas de manipulação emocional. A frase de Ayrton dizendo que a filha “só tem ele no mundo” e que se ele morrer “acabou pra ti”, foi duramente criticada. “Isso é o manual do abusador psicológico. Ele quer destruir a independência da menina e criar uma codependência extrema, para que ela ache que não sobrevive sem ele”, observou um comentário.

O machismo e o controle carcerário foram escancarados quando o influenciador se gabou de que a filha “é presa” e que, na casa dele, “a mulher tem que obedecer”. Um usuário resumiu a situação: “O cara tem orgulho de manter a própria filha em cárcere social. Um verdadeiro coronel disfarçado com a máscara de paizão carinhoso da internet”.

Por fim, o narcisismo delirante de Ayrton foi a gota d’água para o público. Ao exigir que a filha “se ajoelhe” e agradecer por ele ser quem é, o influencer chega ao cúmulo de inserir um trecho do personagem Capitão Pátria (Homelander), de The Boys, para ilustrar seu ponto. A ironia macabra não passou despercebida: “Ele se compara com um vilão psicopata e narcisista da TV e acha que tá abafando. Ele não quer amor de pai, ele quer ser venerado como um ditador”, apontou um leitor.

Toda a retórica, desconstruída frase a frase pelo tribunal da internet, mostra que o suposto cuidado paterno era apenas uma cortina de fumaça para ciúme doentio e controle absoluto. Em Manacapuru, a máscara caiu de forma irrecuperável, deixando para trás um rastro de vítimas e processos na Justiça.


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