Mãe atípica fala sobre agressão após filho ter crise em espaço infantil de shopping em Manaus; veja vídeo
Manaus – A mãe atípica Suzi, que cuida de dois filhos autistas, relatou os momentos de violência e desespero vividos dentro de um espaço infantil de um shopping em Manaus. Segundo ela, a confusão começou após Alan Miguel apresentar sinais de desregulação enquanto brincava com outras crianças.
Em entrevista ao Portal e TV CM7 Brasil, Suzi contou que havia levado os filhos ao shopping para assistir ao novo filme do Homem-Aranha. Como a sessão começaria mais tarde, a família decidiu aguardar em uma área de recreação infantil.
A mãe afirmou que Alan Miguel ficou incomodado com os gritos de outra criança e pediu que ela parasse. Ao perceber que o filho poderia entrar em crise, Suzi entrou no brinquedo, retirou o menino e tentou acalmá-lo com exercícios de respiração.
Durante a saída, conforme o relato, uma mulher teria atingido Alan Miguel e o chamado de “louco”. Suzi explicou que o filho era autista, mas disse que passou a ser agredida por duas mulheres antes que houvesse qualquer tentativa de diálogo sobre o ocorrido.
A vítima também declarou que um homem teria segurado seu pescoço e provocado falta de ar. Em meio à confusão, Alan Miguel correu para fora da área recreativa, desregulado, enquanto o outro filho de Suzi permanecia em outro brinquedo.
Segundo a mãe, as agressões provocaram mordidas, marcas pelo corpo e uma fratura em um dos dedos. Após receber atendimento médico, ela foi informada de que poderá precisar de cirurgia e aguarda encaminhamento pela rede pública de saúde.
Suzi afirmou ainda que não recebeu auxílio imediato da segurança do estabelecimento, sendo amparada inicialmente por uma bombeira. Ela descreveu como doloroso o fato de várias pessoas presenciarem a situação sem intervir.
Além das consequências físicas, a mãe relatou preocupação com o impacto emocional sobre o filho. Segundo ela, Alan Miguel chegou a se culpar pela violência, mas está recebendo acompanhamento psicológico e sendo orientado de que não teve responsabilidade pelo episódio.

A repercussão do caso também gerou comentários ofensivos contra a criança nas redes sociais. Internautas chegaram a afirmar que o menino não deveria frequentar shoppings ou conviver com outras crianças, manifestações classificadas pela família como preconceituosas e excludentes.
Mesmo abalada, Suzi disse que não pretende manter os filhos isolados. Ela defendeu o direito das pessoas autistas de frequentarem espaços públicos e pediu que outras mães não deixem de promover a inclusão por medo do julgamento da sociedade.
“Não prendam seus filhos dentro de casa. Eles têm o direito de ir e vir como qualquer cidadão”, declarou.
O caso está sendo investigado pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). A família pretende solicitar as imagens das câmeras de segurança para esclarecer a dinâmica da confusão e identificar todos os envolvidos.
Até o momento, a versão das outras pessoas envolvidas não foi apresentada. O espaço permanece aberto para manifestação do shopping e dos citados no relato.

