‘Legítima defesa?’: Suspeito confessa esfaque4mento de massoterapeuta no Aleixo, mas polícia contesta e desmascara versão; veja vídeo
Manaus – A morte de um massoterapeuta em Manaus ganhou novos detalhes nesta quarta-feira (14), após Mike Cavalcante e Silva confessar à polícia que atacou Daniel Almeida Fonseca, de 44 anos. Entretanto, o investigado afirmou que agiu em legítima defesa, versão que a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) contesta com base nas provas reunidas durante a investigação.
Segundo o delegado Ricardo Cunha, Mike declarou que já tinha um desentendimento antigo com a vítima. Além disso, o suspeito apresentou sua justificativa durante os procedimentos realizados na delegacia.
No entanto, a Polícia Civil afirma que os elementos do inquérito contradizem a versão apresentada. Entre as provas estão imagens de câmeras de segurança que registraram as agressões e a fuga após o crime.
Morte de massoterapeuta em Manaus: suspeito confessa crime
Durante o depoimento à DEHS, Mike Cavalcante admitiu sua participação na morte de Daniel Almeida Fonseca. Entretanto, alegou que teria reagido para se defender de uma situação de ameaça.
Segundo Ricardo Cunha, o investigado também mencionou uma desavença anterior com o massoterapeuta. Por outro lado, a polícia não encontrou elementos que sustentem a justificativa apresentada.
O delegado afirmou que a alegação de legítima defesa é incompatível com as provas disponíveis no inquérito policial.
Além disso, a investigação utiliza imagens de câmeras de segurança para reconstruir a sequência dos acontecimentos.
Conforme reportagem do Portal do Holanda, Ricardo Cunha explicou que os registros mostram as agressões e a fuga do investigado.
Câmeras registraram ataque contra massoterapeuta no Aleixo
O homicídio aconteceu na madrugada de 14 de junho, nas proximidades de um posto de combustíveis localizado no bairro Aleixo, zona Centro-Sul de Manaus.
Segundo as investigações, Daniel e Mike tiveram um desentendimento que evoluiu para agressões físicas. Em seguida, o massoterapeuta sofreu vários golpes de faca.
As imagens do sistema de segurança registraram momentos do ataque. Além disso, os policiais identificaram a movimentação do investigado após as agressões.
De acordo com a DEHS, as gravações ajudam a esclarecer a dinâmica do homicídio. Por isso, a polícia utiliza esse material para confrontar as declarações apresentadas pelo suspeito.
Entretanto, a avaliação definitiva sobre a alegação de legítima defesa caberá à Justiça, que deverá analisar as provas e os argumentos apresentados no processo.
Família de Daniel Almeida Fonseca contesta versão do suspeito
Familiares do massoterapeuta compareceram à delegacia nesta quarta-feira para acompanhar as informações sobre a investigação.
Durante o atendimento à imprensa, parentes demonstraram revolta com a justificativa apresentada por Mike. Além disso, cobraram responsabilização pela morte de Daniel.
O irmão da vítima afirmou que espera a permanência do investigado na prisão. Segundo ele, a família deseja que o caso tenha uma resposta da Justiça.
Enquanto isso, a Polícia Civil continua reunindo informações sobre as circunstâncias do homicídio.
A manifestação dos familiares ocorreu após a divulgação de novos detalhes do depoimento do investigado.
Mike Cavalcante foi preso no bairro São José
A equipe da DEHS localizou Mike Cavalcante e Silva na terça-feira (13), no bairro São José, zona Leste da capital amazonense.
Durante a ação, os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva relacionado à investigação da morte do massoterapeuta.
Além disso, os agentes identificaram indícios de que integrantes de uma organização criminosa pretendiam executar o suspeito.
Segundo a polícia, Mike corria risco de sofrer uma punição imposta por um chamado “tribunal do crime”. Entretanto, a intervenção policial impediu a possível execução.
O delegado Ricardo Cunha destacou que a prisão também evitou que o investigado perdesse a vida.
De acordo com reportagem do Portal do Zacarias, a operação ocorreu quando havia risco de uma ação criminosa contra Mike.
Polícia afirma que prisão também impediu possível execução
Durante os esclarecimentos sobre a ocorrência, Ricardo Cunha afirmou que a atuação da DEHS teve dois resultados importantes.
Primeiramente, os policiais conseguiram cumprir a ordem judicial contra o investigado. Além disso, a equipe evitou a possível execução atribuída a integrantes de uma facção criminosa.
Segundo o delegado, a operação também permitiu retirar Mike de uma situação de risco.
Entretanto, as autoridades ainda precisam esclarecer quem estaria envolvido na ameaça e quais seriam as circunstâncias da possível execução.
Por isso, a identificação de eventuais participantes dependerá da continuidade das apurações policiais.
Suspeito passa por audiência de custódia e fica à disposição da Justiça

Após a prisão e os procedimentos na delegacia, Mike Cavalcante foi encaminhado para audiência de custódia.
Além disso, o investigado permanece à disposição do Poder Judiciário enquanto o caso segue os trâmites legais.
A Polícia Civil sustenta que as provas reunidas não confirmam a versão de legítima defesa. Entretanto, essa avaliação policial não substitui uma decisão judicial definitiva.
O Tribunal de Justiça do Amazonas disponibiliza informações institucionais sobre o funcionamento do Judiciário estadual.
Enquanto isso, os familiares de Daniel Almeida Fonseca aguardam o andamento do processo e a análise das provas.
Para acompanhar outras notícias policiais e investigações em Manaus, acesse o Portal e TV CM7 Brasil.
Por fim, a investigação sobre a morte do massoterapeuta em Manaus segue com a confissão de Mike Cavalcante e sua alegação de legítima defesa. A DEHS contesta essa versão e apresenta as imagens de segurança como parte dos elementos reunidos no inquérito.




