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Justiça revoga mandado de prisão de Kamila e advogado que planejou, executou e gravou o crime continua preso; veja

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Justiça revoga mandado de prisão de Kamila e advogado que planejou, executou e gravou o crime continua preso; veja

Amazonas – A Justiça do Amazonas revogou a prisão preventiva de Kamila Fernanda Alves de Almeida. A decisão foi assinada pelo juiz Rafael Rodrigo da Silva Raposo, que entendeu não estarem mais presentes os requisitos que justificavam a manutenção da medida extrema. Em substituição à prisão, a investigada deverá cumprir uma série de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica por 90 dias, comparecimento periódico à Justiça e proibição de manter contato com a suposta vítima do caso.

Na decisão, o magistrado destacou que a prisão preventiva tem caráter excepcional e que, desde sua decretação, não houve registro de novos fatos que demonstrassem risco concreto à investigação ou à instrução criminal. Por isso, concluiu que medidas cautelares diversas da prisão são suficientes para assegurar o andamento do processo.

Kamila também está proibida de manter contato com o advogado Matheus de Souza Ferreira, de deixar a comarca de Manaus sem autorização judicial e deverá comparecer a todos os atos processuais para os quais for intimada. O descumprimento das determinações poderá resultar em nova prisão preventiva.

A defesa de Kamila, representada pelo advogado Vilson Benayon, sustentou que não mais existiam os requisitos legais para a manutenção da prisão preventiva, tese acolhida pela Justiça ao revogar a medida. O advogado também ressaltou que é Fake News toda notícia que afirme que sua cliente está foragida.

Já o advogado Matheus de Souza Ferreira, investigado no mesmo procedimento, continua preso.

Kamila é investigada por suposta participação no episódio em que Tainara Soares, uma das mulheres que denunciaram o tenente da Polícia Militar Osvaldo Lima da Silva por estupro, afirma ter sido atraída para um veículo e intimidada para alterar seu depoimento. Segundo a Polícia Civil, ela teria participado da abordagem juntamente com Matheus, versão que é objeto da investigação e ainda será analisada pela Justiça.

Veja decisão:


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