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‘Justiça por Isabelle’: população de Novo Remanso protesta por adolescente de 17 anos em coma após abuso sexual; veja vídeo

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‘Justiça por Isabelle’: população de Novo Remanso protesta por adolescente de 17 anos em coma após abuso sexual; veja vídeo

Amazonas – A pequena comunidade de Novo Remanso, distrito rural do município de Itacoatiara, no interior do Amazonas, transformou-se em palco de indignação e clamor por justiça nos últimos dias. No centro da revolta está Isabelle Magalhães, uma jovem de apenas 17 anos que, após desaparecer em 30 de dezembro de 2025, foi encontrada dois depois, no dia 1º de janeiro de 2026, em estado crítico de saúde após ser vítima de um crime revoltante. Exames médicos confirmaram que a adolescente sofreu violência sexual brutal e, desde então, permanece em coma, lutando pela vida.

Atualmente, Isabelle segue internada em um hospital de Manaus, onde recebe tratamento intensivo. O caso chocou a comunidade local, que não se contentou com o silêncio: familiares, amigos e moradores organizaram nesta segunda-feira (26/1) uma manifestação na vila, cobrando agilidade nas investigações e punição exemplar aos responsáveis. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram dezenas de pessoas nas ruas, com cartazes e gritos de “Justiça por Isabelle” e “Chega de violência”, ecoando a dor coletiva diante de mais um episódio de violência contra mulheres na região.

O que poderia ser apenas uma tragédia isolada revela, infelizmente, um padrão mais amplo e preocupante. A violência sexual não surge do nada: ela é alimentada por uma cultura de normalização do feminicídio, silêncios cúmplices e falhas estruturais na proteção às meninas e mulheres. Isabelle, com seus 17 anos, tinha sonhos que agora estão suspensos entre tubos e monitores hospitalares. Sua história é a de muitas outras Isabelles que, diariamente, enfrentam o medo de sair de casa, de confiar em quem está perto ou de denunciar antes que seja tarde.

Mas há um lado de esperança nessa mobilização: a resposta da comunidade. A caminhada e os protestos em Novo Remanso mostram que o silêncio pode ser quebrado quando se transforma em vozes coletivas. Pressão popular, campanhas nas redes e cobrança por justiça são ferramentas poderosas para que casos como esse não fiquem impunes. A verdadeira mudança, porém, vai além da punição: exige prevenção urgente. Educação contra o machismo desde cedo, redes de apoio eficientes, acolhimento imediato às vítimas e políticas públicas que priorizem a segurança das mulheres são passos indispensáveis para que nenhuma adolescente precise ter sua vida interrompida dessa forma.

Enquanto Isabelle luta pela recuperação, a sociedade amazonense – e brasileira – não pode se calar. Cada grito nas ruas de Novo Remanso, distrito de Itacoatiara, é um recado claro: proteger nossas meninas não é favor, é dever.


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